Monthly Archives: July 2015

Rick Riordan, Percy Jackson e Os Heróis do Olimpo

Estou eu aqui pensando o que escrever sobre os livros do Rick Riordan e ainda não sei bem o que dizer. Acho que posso começar dizendo que gostei da leitura desses 10 volumes que me acompanharam desde o ano passado, quando ainda estava em licença maternidade e lia muito enquanto o ‘Otávio bebê’ dormia. Os dois últimos livros foram lidos há pouco, com um ‘Otávio não mais bebê’ que dorme bem menos, entre brincadeiras com o filho e louça na pia.

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Foram duas séries com cinco volumes cada. A primeira, Percy Jackson e os Olimpianos com os livros O ladrão de raios, O mar de monstros, A maldição do Titã, A batalha do labirinto e O último olimpiano e a segunda Os heróis do Olimpo com os livros O herói perdido, O filho de Netuno, A marca de Atena, A casa de Hades e O Sangue do Olimpo.

Mas, para mim, daria na mesma dizer que foi uma série apenas com 10 volumes. O que eu quero dizer é não comece a ler “Os heróis do Olimpo” sem ter lido “Percy Jackson e os Olimpianos” e não pare a leitura em “Percy Jackson e os Olimpianos” sem ler “Os heróis do Olimpo”. Deu para entender? 🙂

Pensei em fazer um resumo básico da história em cada um dos seus volumes, mas acabei desistindo porque (01) ia dar muito trabalho e (02) é só procurar no Google que vocês acham um milhão deles, bem melhores que os que a minha memória me permitiria fazer.

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Portanto, vou dizer escrever apenas que as duas séries têm basicamente o mesmo enredo: aventuras de semideuses – filhos de mortais com deuses gregos ou romanos, lutando com monstros mitológicos e tentando salvar o mundo, em pleno século XXI. E um detalhe: o Monte Olimpo, morada dos deuses, agora fica em Nova York, no alto do Empire State Building. Recheados de referências mitológicas do início ao fim e repletos de tiradas sarcásticas de humor adolescente, os livros fazem valer a máxima “aprendendo e se divertindo”.

Mas deixo uma ressalva: as séries são voltadas para o público infanto-juvenil e tanto o enredo quando a linguagem são direcionados para essa faixa etária. Portanto, adultos lendo os livros não devem esperar livros para adultos. Deu pra entender de novo? 🙂

Eu, que sou uma adulta fajuta com alma infanto-juvenil, curti muito todos os livros do Rick Riordan. Até gostaria de ler outros livros do autor, mas isso só vai acontecer se a Eduarda, dona dos livros lidos, resolver comprar mais algum (ou me pedir mais algum de presente, que aí eu tenho a desculpa para comprá-los, rs).

Agora, os dados de leitura dos dois volumes lidos em 2015 (porque os outros foram lidos antes de eu começar o diário de leitura):

A casa de Hades

  • Início: 15/06/2015
  • Fim: 25/06/2015
  • Tempo de leitura: 11 dias
  • Diários de leitura: 01, 03, 07, 08, 09, 10 e 11.

Sobre a leitura (com spoilers): o terceiro livro acaba com Percy e Annabeth caindo no Tártaro, um dos finais mais “ai meu Deus e agora?” de toda a série. E, mesmo assim, demorei quase seis meses para dar início à leitura do quarto livro, A casa de Hades. Culpa da dona Eduarda, que levou o livro embora e só me trouxe de volta na Páscoa. No fim, quando comecei a leitura, já não me lembrava de quase nada do que estava acontecendo 😦

Nos primeiros capítulos temos o pessoal do Argo II (Piper, Jason, Léo, Hazel, Frank, Nico e o treinador Hedge) se revezando na proteção ao barco voador enquanto tentam chegar à Casa de Hades, onde deveriam encontrar Percy e Annabeth, fechar as Portas da Morte e salvar o mundo. Do outro lado, temos o casal Percy e Annabeth no Tártaro, que não é apenas um lugar, mas um corpo com vida. Achei essa sacada muito boa, a ideia dos dois andando por ele, as descrições dos locais/partes do corpo e a chegada ao final, o coração do Tártaro. Gostei do titã Bob e seu gatinho, Bob Pequeno. Achei legal a reflexão que encontrar o titã levou Percy a fazer sobre o egoísmo de algumas de suas ações. Gostei também do gigante Dámasen. Acho que ele e Bob representam o dilema dos monstros: criados para o mal, eles sentem que não podem fugir de seus destinos, até por que, quando tentaram, acabaram castigados e impotentes. No fim, a coisa muda de figura, os dois decidem “fazer diferente” e tomam uma atitude indispensável para a vitória dos semideuses. Confesso que cheguei a duvidar as intenções de Bob por um momento, mas no mesmo dia a sequência da leitura me fez perceber meu erro.

Os semideuses da série amadureceram muito nesses últimos livros. Nico se viu obrigado a confrontar seus sentimentos, Piper teve a chance de provar que é mais que “um rostinho bonito” capaz de usar o charme, e prova. Hazel aprendeu a controlar a névoa, tornando-se uma figura indispensável para o “final feliz”. Frank deixou de se sentir um inútil e assumiu um papel de liderança no grupo. E Léo se tornou o melhor personagem da série. Ok, talvez essa seja uma visão bem pessoal, mas fazer o que, me apaixonei por ele, hahaha. Ou seja, em A casa de Hades me pareceu que a história deixou de ser sobre Percy, Annabeth, Jason e coadjuvantes para se tornar uma história sobre todo o grupo.

O sangue do Olimpo

  • Início: 26/06/2015
  • Fim: 01/07/2015
  • Tempo de leitura: 06 dias
  • Diários de leitura: 12, 13, 14, 15, 16 e 17.

Sobre a leitura (com spoilers também): agora sim tudo tem que ser resolvido porque a série está para acabar.

Reyna e Nico estão a caminho de devolver a Atenas Parthenos para o Acampamento Meio Sangue e resolver a briga entre gregos e romanos. Os sete semideuses da profecia (Piper, Jason, Léo, Hazel, Frank, Percy e Annabeth) seguem para Atenas, para tentar impedir o despertar de Gaia. No fim, tudo dá tão errado que só poderia dar certo.

Nesse último volume acabei me rendendo ao “charme” do treinador Hedge e me acostumei com a presença da Reyna. Acho que não deu tempo de explorar mais a personagem dela, quem sabe em uma próxima série. Mas gostei da dinâmica dela com o Nico, acho que ajudou o menino a amadurecer ainda mais.

Achei interessante o fato de que os romances perderam um pouco o foco e as amizades ganharam mais destaque. Dei algumas risadas ao longo da história e quase chorei em uma das cenas do final. Continuei apaixonada pelo Léo, suas piadas e seu amor por Calipso. Gostei do final do livro, mas confesso que queria um capítulo a mais para que todos pudessem reencontrar Léo e conhecer Calipso.

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Férias em NYC – Day 10

Chegamos ao último dia em NYC. Última manhã de passeio porque depois do almoço ficamos no apartamento ajeitando tudo para nossa partida.

Uma manhã fria e nublada. Fomos até o Chelsea Market para começar o dia. Imaginei que ele seria um dos lugares preferidos do Felipe, mas no fim achamos meio sem graça. De lá seguimos para o High Line Park, outro lugar que achamos meio decepcionante. Talvez fosse o cansaço depois de 10 dias longe de casa, talvez a sensação de término da viagem, mas esse foi o dia mais sem graça.

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Resolvemos dar uma última passada na Disney Store para nos animarmos um pouco. Eu, pelo menos, ficava muito animada naquela loja, rs.

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Compramos mais uma ou duas lembrancinhas, passamos na loja da Hershey’s para comprar chocolates. De volta ao apartamento, os preparativos finais para a volta: ajeitar as malas, tomar banho, trocar de roupa, conferir os documentos…

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Descemos a escadaria do apartamento com nossas poucas malas, deixamos a chave na caixa de correio como o rapaz havia pedido no primeiro dia e saímos a procura de um táxi. Fomos até a Delancey Street porque achamos que as chances de encontrar um táxi seriam maiores em uma rua mais movimentada.

Demorou, embora não muito, para aparecer o primeiro táxi. Chamamos, ele estava encostando quando veio outro e encostou também. Não fizemos nada, os dois taxistas decidiram quem iria nos levar… Entramos e fomos para o aeroporto. Nossa primeira e última viagem em um dos tradicionais táxis amarelos de NYC 🙂

O caminho foi longo, mas tínhamos a televisão para prestar atenção. Foi ali que descobri, por exemplo, que a estátua da liberdade tinha sido fechada naquela manhã por suspeita de bomba. Fiquei imaginando se seria emocionante ou assustador estar lá naquele momento :-0

A espera no aeroporto foi longa porque chegamos muito cedo. Passeamos, compramos o ‘Shopaholic to the stars’ para mim, comemos uma pizza, conversamos, o Felipe fez amizade com uma menininha e com a mãe dela (na verdade, o Nemo do Otávio foi quem conquistou a menina), conversamos mais um pouco e enfim chegou a hora do embarque.

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O que tenho a dizer sobre a viagem de volta é basicamente o mesmo da viagem de ida: a viagem parece eterna. Assistimos dois filmes (Uma noite no museu 3 e De volta ao jogo) comemos, dormimos, acordamos, conversamos, dormimos novamente e enfim chegamos… a São Paulo.

Foram mais algumas horas de espera no aeroporto de Guarulhos. Almoçamos um sanduíche do Mc, pagamos R$5,00 em uma água e esperamos até a hora do vôo para Curitiba.

Assim nossa aventura chegou ao fim. E sabem qual a melhor parte?

Essa daqui:

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Férias em NYC – Day 09

Lembram que eu comentei, lá no terceiro dia, que voltaríamos no Charging Bull para tirar a tradicional foto? Pois bem, foi assim que começou nosso penúltimo dia de viagem.

Tomamos nosso café da manhã na mesma Starbucks do terceiro dia e refizemos o caminho do Wall Street Walks até chegar no touro.

O lugar estava bem mais vazio que da outra vez. Provavelmente porque a primeira visita foi feita num sábado à tarde, essa segunda, em uma quinta de manhã cedo 🙂

Tiramos fotos com o touro, mais algumas fotos ali por perto e seguimos para a Brooklyn Bridge.

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Eu, que não sou muito chegada em andar sobre pontes, fiquei com um pouco de medo. Mas nada que atrapalhasse o passeio, rs.

Atravessamos a ponte com várias paradas para fotos e o Felipe quase foi atropelado por mais de um ciclista.

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Descemos da ponte e caminhamos até a estação de metrô mais próxima (ou que achamos ser a mais próxima) para voltar a Manhattan. Descemos na W 4 Street e começamos nossa caminhada pelo bairro de Greenvich Village com um mapa da internet em mãos.

A primeira parada foi em frente ao Stonewall Inn. Eu também não fazia ideia de porque o mapa sugeriu a parada ali, mas olha aí o resultado da pesquisa na Wikipédia:

“A Rebelião de Stonewall  foi um conjunto de episódios de conflito violento entre gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros e a polícia de Nova Iorque que se iniciaram com uma carga policial em 28 de Junho de 1969 e duraram vários dias. Teve lugar no bar Stonewall Inn e nas ruas vizinhas, e é largamente reconhecida como o conjunto de eventos catalisadores dos modernos movimentos em defesa dos direitos civis LGBT. Stonewall foi um marco por ter sido a primeira vez em que um grande número de pessoas LGBT se juntou para resistir aos maus tratos da polícia contra a comunidade.”

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Na próxima esquina, encontramos a Big Gay Ice Cream Shop, que não estava no mapa, mas que eu achei o máximo, rs. Não paramos porque o espaço do doce da manhã estava reservado para a Magnólia Bakery.

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E foi para lá que seguimos, subindo a Bleecker Street. Quase não achamos a confeitaria, estávamos esperando algo bem maior… Entramos, eu pedi um cupcake e o Felipe um cheesecake de red velvet. Acho que ele diria que o cheesecake também está na categoria “melhores doces do mundo”.

Pegamos os doces e fomos comer um uma pracinha do outro lado da rua. Nem bem sentamos em uma mesinha de pedra e já estávamos cercados de passarinhos e uma ou duas pombas.

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Depois de comer, continuamos nossa caminhada pelo bairro a procura do prédio do Friends 🙂

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De lá, seguimos para o Washington Square Park. Sentamos em um banco e ficamos ali por um tempo.

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A fome começou a bater e resolvemos pensar no almoço. Lembramos da recomendação do assistente da fotógrafa sobre um lugar onde poderíamos comer um “traditional Philly cheesestake”: o 99 Miles do Philly. Nos perdemos e já estávamos quase desistindo quando encontramos uma Starbucks e “emprestamos” o sinal do wifi para consultar o mapa. Estávamos a uma quadra do restaurante apenas!

Um lugar pequeno, como a maioria dos lugares que frequentamos para comer, mas um sanduíche realmente muito bom. Só faltou um banheiro, saí de lá precisando muito fazer xixi :-0

Seguimos em direção ao Flatiron District. Queríamos voltar no Eataly e comprar uma mala em uma loja ali por perto.

Parecia que não íamos chegar nunca e a essa altura a vontade de fazer xixi estava dominando meus pensamentos. Entramos em uma Babies “R” Us na certeza de que ali encontraríamos um banheiro – e por sorte estávamos certos. Demos uma volta pela loja, mas não achamos nada com o preço em conta para trazer para o Otávio.

Ainda no caminho, passamos em uma Barnes & Noble para dar uma olhada em mais livros, mas dessa vez esquecemos de tirar foto 😦

Chegamos ao Eataly e passamos algum tempo andando lá dentro. Mais pelo Felipe que gosta desse tipo de “mercado”. Também não compramos nada porque né, o dólar estava mais de R$ 3,20 quando compramos.

De lá fomos para a loja da mala que não me lembro mais o nome. Escolhemos uma mala grande para colocar tudo o que compramos em NYC. Ok, mentira, escolhemos uma mala grande porque não valia a pena comprar uma pequena, mas ela não ficou muito cheia não, rs.

Voltamos para o apartamento para descansar um pouco de toda nossa andança.

Saímos mais uma vez no final da tarde e fomos para a Apple Store da Grand Central Station (coisas do Felipe novamente). Compramos algumas coisas no Grand Central Market e decidimos pegar sanduíches no Shake Shack para o jantar.

Pensamos em comer por ali, mas estava muito cheio e não tinha lugar para sentar. Resolvemos pegar a comida e levar para o apartamento.

O sanduíche estava bem gostoso. Bom, o meu estava, o do Felipe estava tão apimentado que ele quase morreu :-0

Depois de comer, ajeitamo-nos para aquela que seria nossa última noite de sono em NYC.

Férias em NYC – Day 08

Começamos o dia com uma visita ao Lincoln Center. Ok, na verdade começamos o dia passando em frente ao Lincoln Center. Chegamos a pensar um fazer um tour guiado, mas as avaliações do Trip Advisor nos desanimaram.

Descemos do metrô na Columbus Cirlce, tiramos algumas fotos em frente ao Lincoln Center e resolvemos atravessar o Central Park para chegar ao Guggenheim.

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Na passagem pelo Central Park, demos uma paradinha para ouvir o hippie cantor no Strawberry Fields e tiramos mais algumas fotos na Bethesda Fountain.

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Chegamos ao Guggenheim pouco depois das 11h e saímos em menos de uma hora. “Isso quer dizer que não gostaram do museu?”, perguntam meus queridos leitores. “Sim, isso quer dizer que não gostamos”, respondo eu. O museu não tem tamanho, estrutura ou obras interessantes. Rodamos por ele sem muito interesse, chegamos ao topo, tiramos uma foto sem saber que não poderíamos tirar fotos e descemos. Ta aí um passeio que eu não faria pela segunda vez (em todos os outros museus eu voltaria, até no MoMA. Aliás, com certeza voltaria no MoMA, principalmente para comprar mais uma caixa de giz de cera de animais para o Otávio).

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Saímos do Guggenheim com aquela sensação ruim de tempo perdido. Fomos caminhando até o Central Park Zoo e recusamos algumas ofertas de passeio de carruagem pelo parque, inclusive a de um brasileiro.

O Central Park Zoo também era um dos passeios muito esperados. No fim, nos decepcionamos um pouco. Vocês sabiam que eles não tem um leão? Pois é. Tudo bem eles não terem o Alex, a Glória, o Melman e o Marty, mas nem um leão genérico? Todo zoológico deveria ter um leão! 😮

Bom, pelo menos eles tem pingüins! E ursos! Ursos são legais 🙂

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Saímos do Zoo cansados e com fome. Seguimos em direção à Times Square, a ideia era comer alguma coisa e comprar alguns presentes na Disney Store e M&M’s Store.

Paramos no Hard Rock Café para unir o útil ao agradável: matar a fome e eliminar mais um dos lugares da nossa lista.

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O lugar estava vazio! Ficamos sozinhos nas mesas do salão por um bom tempo. Depois mais algumas pessoas foram chegando, inclusive uma família de brasileiros. O atendimento foi bom, mas poderia ter sido melhor. A garçonete da mesa ao lado, por exemplo, era bem mais animada e enturmada que nosso garçom (se bem que a nossa conta veio com um “muito obrigado”).

Dividimos um prato de costelinhas de porco ao molho barbecue e comemos um dos melhores doces do mundo: o Cheesecake de Oreo. Sério, vou repetir: um-dos-me-lho-res-do-ces-do-mun-do, o Cheesecake de Oreo.

Saindo do Hard Rock, fomos às compras de presentes e lembrancinhas para a família. A vontade era de comprar muita coisa, mas o orçamento não deixou. Andamos pelas lojas, compramos algumas coisas e voltamos para casa para trocar de roupa.

À noite, aquele que considero o melhor momento de NYC: assistimos The Lion King na Broadway.

O show foi incrível! Mesmo o Felipe, que odeia qualquer musical, adorou. O cenário é muito bem montado, as fantasias são lindas, os atores são maravilhosos.

Quando formos escolher, eu pensei em ver Chicago, mas acho que experiência não teria sido a mesma. O gostinho de infância que só O rei leão teria deu o toque final 🙂

Pena que não são permitidas fotos e vídeos, eu adoraria rever um pedacinho que fosse!

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Saímos do musical e já passava das 22h. Eu, medrosa, queria pegar um táxi. Na verdade, estava com medo de pegar o metrô, mas também estava com um pouco de medo de pegar um táxi (sim, eu sou a pessoa mais medrosa do mundo!). Na dúvida do que fazer, resolvemos perguntar a um policial que estava por ali se era seguro pegar o metrô até o Lower East Side naquele horário. A resposta? “É seguro. Nós estamos em todos os lugares”. E já que estavam (embora eu não tenha visto nenhum policial no bairro em que ficamos), pegamos o metrô e fomos pra casa 🙂

Uma coisa é fato: uma vez no metrô, o medo que eu tinha passou completamente. Não sei se demos sorte ou se andar por NYC é sempre tranqüilo assim, mas não tenho nada a reclamar no quesito segurança. Mesmo nas andanças pela rua eu estava sempre de olho na mochila que ficava com o Felipe, mas mais tranqüilo de andar impossível!

Já em casa, atualizamos a família no roteiro do dia e fomos dormir.

Férias em NYC – Day 07

O dia amanheceu um pouco estranho: tempo nublado com cara de “daqui a pouco chove”, um sol tímido entre as nuvens e um friozinho básico. Saímos encasacados e de guarda-chuva na mão. Foi um erro, mas só percebemos quando era tarde demais. Os casacos foram parar na mochila, que ficou muito pesada, e o guarda-chuva virou um estorvo.

Nosso roteiro do dia começou no Brooklyn: descemos do metrô perto da Grand Army Plaza, que fica em frente à entrada principal do Prospect Park (pelo menos eu acho que era a principal). Contornamos o parque pelo lado de fora, procurando a entrada do Brooklyn Botanic Garden. Demorou um pouco porque a entrada que tínhamos em mente (com base nas nossas consultas prévias no mapa) estava em reforma. Mas não nos perdemos: o caminho entre a entrada em reforma e a entrada aberta estava cheio de placas informando a mudança.

As árvores da Magnólia Plaza, perto da entrada, estavam lindas e floridas. Andamos um pouco, passamos pela “treehouse”, desviamos de um grupo gigante de crianças e de alguns grupos não tão grandes de japoneses e chegamos até à Cherry Esplanade, que poderia ser uma das paisagens mais bonitas da viagem. Mas erramos por duas semanas: segundo minhas pesquisas posteriores, as árvores ficam floridas na segunda quinzena de abril e nós estávamos na primeira 😦

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Imaginem, portanto, as fotos abaixo da direita e da esquerda com o fundo da foto do meio:

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Estava rolando algum evento cultural japonês no parque, com direito a tambores e televisão. Chegamos mais perto para ouvir, mas bem na hora os tambores fizeram uma pausa. O Felipe queria ficar, mas precisávamos ainda atravessar a cidade para chegar ao nosso próximo destino, por isso não podíamos esperar muito. Saímos do jardim botânico, voltamos pelo mesmo caminho da ida, contornando o Prospect Park por fora, passamos pela entrada da Brooklyn Public Library e seguimos para a estação de metrô. Próxima parada: Yankee Stadium.

A viagem de metrô do Brooklyn ao Bronx, onde fica o estádio, foi de uma vida. Conforme íamos subindo, as estações ficavam menos limpas e bem cuidadas. A estação no Harlem, onde paramos para trocar a linha do metrô, estava um nojo: muito, mas muito mesmo, lixo nos trilhos. Chegamos ao nosso local de destino pouco depois do meio-dia. Fizemos um tour guiado pelo estádio, com direito a muitas fotos.

Quando começamos a planejar a viagem, a ideia era assistir a um jogo dos Yankees, mas as datas dos jogos não bateram com o período da nossa estadia em NYC. Quem sabe na próxima 🙂

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Saindo do estádio, ficamos sem saber o que fazer por um tempo. Pegamos o metrô de volta e descemos perto do Central Park. A princípio, pensamos em passar no Central Park Zoo, mas ficamos com medo de não dar tempo.

Explico: tínhamos uma sessão de fotos marcadas com o pessoal do I Heart New York, no final da tarde, no Flatiron District. Como ainda queríamos passar no apartamento, tomar banho e trocar de roupa (para ficar bem na foto, rs), achamos melhor prucurar um lugar para comer e adiamos a visita ao Zoo.

Almoçamos em uma rede de fast food com comida mexicana: Chipotle. O Felipe arriscou um burrito, eu arrisquei os tacos. A comida estava muito boa, mas a atendente falava tão rápido que quase não acerto o pedido. Faltou um pouco de paciência com a turista “lerda” aqui…

Voltamos para o apartamento, descansamos alguns minutos, tomamos o banho planejado, trocamos as roupas, nos livramos da mochila pesada (com os casacos dentro) e do guarda-chuva inútil e saímos novamente.

Descemos na 23rd Street, bem perto do Flatiron Building. Para matar tempo, entramos na Lego Store que fica na esquina da 5th Av. com a 23rd Street. Achei a loja bem mais legal que a do Rockfeller Center. Enrolamos um tempo por ali, compramos algumas besteirinhas e fomos ao café no qual havíamos marcado com a Karen, nossa fotógrafa.

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As próximas horas foram dedicadas à sessão de fotos. Confesso que no começo fiquei em dúvida sobre o local escolhido, eu queria fotos em um lugar mais ‘famoso’ como o Central Park ou a Times Square, mas depois que vi o resultado mudei de ideia.

A Karen foi super simpática e divertida e as fotos ficaram lindas!

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Depois das fotos, ficamos por ali para o jantar: tínhamos uma reserva no La Birrerria, do Eataly. O jantar mais chique de todos, sem dúvida (o que não foi difícil considerando que, na maioria dos dias, comemos sanduíches).

Chegamos em casa não muito tarde, mas com muito frio outra vez. E assim chegamos ao fim de mais um dia de viagem.

A Bela e a Fera, Clarice Lispector

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  • Início: 15/06/2015
  • Fim: 19/06/2015
  • Tempo de leitura: 05 dias
  • Diários de leitura: 01, 02, 03, 04 e 05

Como comentei no início do diário de leitura, Clarice Lispector e eu não tínhamos um histórico muito animador.

Não sei se meus leitores “das antigas” vão lembrar, mas em um dos posts de 2009 eu comentei:

“Digam o que quiserem, ler Clarice Lispector é um porre.”

O sentimento era verdadeiro: eu tentei ler dois contos (sem chance de lembrar quais) e A hora da estrela, mas não obtive sucesso. A leitura foi concluída, mas tenho que confessar que não entendi ‘bulhufas’.

Pois bem, como vocês sabem – pelo menos quem viu a foto do livro e dos bebês de casa dormindo no facebook sabe – eu ganhei do marido, no dia dos namorados, o livro de contos A bela e a fera (ganhei também o primeiro volume de ‘O engenhoso fidalgo D. Quixote de La Mancha’, mas isso é assunto para outro post).

Ganhei no sábado de manhã, comecei a ler na segunda à noite e não parei até terminar, na sexta de manhã. Amei o livro, amei os contos, amei ler Clarice.

E o amor foi tanto que comprei A paixão segundo G.H. e Laços de Família e tirei da estante A hora da estrela. Os dois primeiros fazem parte do desafio de ‘100 livros de literatura brasileira’, o último faz parte do desafio ‘todos os livros da minha estante’. Li o primeiro dos três e não sei se meu amor por Clarice continua o mesmo, mas isso também é um assunto para outro post.

Voltando aos contos de A bela e a fera, o que tenho a dizer é: sensacional! Os contos têm aquela coisa toda que sempre ouvimos ou lemos sobre Clarice: literatura intimista, introspectiva, profundidade dos sentimentos humanos, uma narrativa que mais parece uma conversa consigo mesma. Em cada um deles pude sentir com os personagens, alegrei-me, sofri e enlouqueci com eles.

Li cada um dos contos duas vezes, gostei mais de uns que de outros, mas não desgostei de nenhum. Não sei se em 2009 eu não tinha a maturidade necessária para a leitura ou se dei azar nas escolhas (na verdade, quem escolheu os contos e o livro foi o professor, não eu), mas dessa vez a coisa foi diferente. Recomendo a leitura a quem me perguntar – e a vocês, que podem até não ter perguntado, mas chegaram até aqui na leitura do post, então algum interesse no livro (ou no que eu tenho a dizer sobre ele) devem ter, rs!

Abaixo, repito as primeiras impressões, tiradas dos diários de leitura, e deixo links (é só clicar nos títulos) para meus ‘resumos’ – na falta de uma palavra melhor – dos contos (com citações e spoilers, já adianto).

Uma história interrompida, outubro de 1940

No conto, uma mulher narra um fato de seu passado, uma história de amor interrompida por uma tragédia. A narradora conta a história não para relembrar com nostalgia, mas para tentar encontrar um sentido no que aconteceu.

Gertrudes pede um conselho, setembro de 1941

Uma adolescente confusa, um tanto quanto bipolar, escreve uma carta pedindo conselhos a uma psicóloga que tem uma coluna no jornal (?).

Obsessão, outubro de 1941

O conto mostra como uma ideia fixa pode destruir a vida de alguém. E como pela destruição esse alguém pode tornar-se o destruidor, ou talvez eu esteja divagando demais…

Delírio, julho de 1940

Um homem, escritor, internado em algum lugar, sofrendo alucinações – ou não. Mais tarde, aparentemente mais lúcido, o narrador se esforça para lembrar o que aconteceu na noite anterior, um esforço para separar o que de fato aconteceu do que foi fruto de seu delírio.

A fuga, Rio 1940

Uma mulher casada há doze anos, fugida de casa, liberta das amarras do casamento, anda sem rumo pelas ruas do Rio de Janeiro. Uma noite chuvosa, várias pessoas que ignoram sua presença, algumas que a observam imaginando tratar-se de uma louca. E a sensação de liberdade nunca antes sentida. Lendo, parece que estamos sentindo essa mudança com a personagem. E justamente por sentirmos com ela que o final nos deixa com a sensação de amargor: a falta de coragem e o retorno à vida conjugal, o marido nem mesmo ficou sabendo de suas intenções de fuga.

Mais dois bêbados, dezembro de 1941

Não fui fisgada pelo conto que tem como foco a necessidade de “diminuir” o outro, de afetá-lo para se sentir superior. A intenção de provar sua superioridade emocional é tanta que o personagem narrador faz uma descrição pesada de uma cena de morte e desespero, mas nem isso afeta seu interlocutor. Ao fim, percebemos que ele está à procura de alguém com os mesmos medos e aflições, alguém que o faça se sentir “normal”.

Um dia a menos, 1977

Uma mulher solteira, perto de seus trinta anos, que vive apenas com a empregada desde que perdeu os pais. No dia em questão, a empregada estava ausente e, sozinha, a moça pensa sobre o tédio que domina seus dias. Nada acontece por um bom tempo. O ponto alto do dia é uma ligação por engano que a moça recebe. Ela discute com a senhora ao telefone e desliga. Ao anoitecer, lembra da mãe tomando remédios para dormir. Resolve tomar “duas pilulazinhas” para “dormir um bom soninho e acordar rosada” como a mãe fazia. No fim, três vidros de pilulazinhas e mais nada…

A bela e a fera, ou a ferida grande demais, 1977

Sobre [este] conto vou escrever outra hora, fiquei com a sensação de que ele é importante demais e merece uma leitura mais profunda, o que é difícil de conseguir enquanto as ararinhas azuis de Rio 2 cantam e dançam na TV.

Férias em NYC – Day 06

O dia amanheceu chuvoso e nós aproveitamos para ficar um tempo a mais na cama, embaixo das cobertas. Na verdade, eu acordei mais ou menos cedo, só não tive coragem de levantar. O Felipe ficou dormindo por um bom tempo ainda.

Como já sabíamos da chuva (e não é que o aplicativo de previsão do tempo não nos deixou na mão), planejamos o dia com locais fechados: MoMA, Guggenheim e visita à ONU (que já estava agendada). Antes de chegar ao metrô, no entanto, tivemos que fazer uma parada básica: loja de R$1,99 (ou algo do tipo, rs) ao lado de casa para comprar um guarda-chuva. Compramos um daqueles guarda-chuvas enormes, com duas camadas e saímos para nossa aventura do dia.

O café da manhã do dia foi o mais americano de todos: croissant com ovo, bacon e queijo :-0

A fila do MoMA estava enorme, do lado de fora do museu, com as pessoas na chuva. Achamos meio estranho e resolvemos entrar sem passar pela fila para “averiguar o local”. Por sorte, a fila do The NY Pass não era tão grande, embora também não fosse muito pequena. Pior que ela, só a fila para guardar as mochilas e o guarda-chuva gigante.

A vontade de ir ao MoMA não era muito grande e a fila nos desanimou. Mandei uma mensagem para o povo do trabalho perguntando se valia a pena esperar e as respostas foram “para mim, vale”, do Maurício e “já que está na chuva é para se molhar” do Mozar (ou algo do tipo porque já limpei as conversas do grupo então não posso consultar o histórico dessa vez). No fim, decidimos ficar, até porque, com a chuva, não teríamos muito que fazer do lado de fora.

No último andar do museu estava rolando uma exposição de arquitetura latino-americana que eu achei bem legal. De resto, maluquices de arte moderna que não fazem muito sentido para que não entende nada de arte como eu e o Felipe (eu sei, “shame on us”). Não ficamos seis nem mesmo quatro horas no museu, mas acho que demos conta de passar por todas as alas.

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Saímos do museu e, como tínhamos ainda um bom tempo antes da visita agendada na ONU, resolvemos passar pela NY Public Library, o melhor lugar para se esconder em caso de queda de temperatura a ponto de congelar todo o hemisfério norte. Entramos, tiramos algumas fotos no hall de entrada, demos uma volta pelas salas de leitura e saímos.

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Já estava quase na hora do nosso tour agendado pela ONU, por isso pulamos o almoço e passamos em uma farmácia para comprar salgadinhos e bebidas. Comemos um pacote de ruffles e outro de doritos a caminho do prédio da ONU, com certeza o melhor almoço em NYC (#sqn).

Achamos a coisa toda meio desorganizada: a atendente do balcão passou um bom tempo de papo com uma amiga e nem percebeu que a fila estava se formando do lado errado. No fim, quando ela finalmente resolveu parar de conversar, a coisa já estava meio confusa. Ela nos pediu para aguardar um pouco antes de voltar para pegar o ingresso, já que nosso tour ainda não era o próximo. Claro que o Felipe já não ficou muito feliz nessa hora :-0

Nosso tour foi feito com uma gaúcha, Patrícia. Ela foi uma boa guia, mas teria sido um pouco melhor se não estivesse tão preocupada com um amigo que estava para chegar. Tudo bem, como eu disse, ela foi uma boa guia. Explicou o funcionamento da ONU, nos mostrou, entre outros, a sala do conselho e a assembléia geral. No fim, foi uma visita bem legal, eu recomendo para quem for a NYC!

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Saímos da ONU pouco depois das 17h, pegamos o metro e fomos até a Strand Bookstore porque eu queria passear em uma livraria pelo menos. Andamos um pouco por lá, comprei a capinha de celular que não deu certo (ou minha Bíblia, como queiram) e resolvemos passar no Porchetta para pegar um sanduíche antes de voltar pra casa. Eu já não lembrava mais, mas por sorte o Porchetta fica em frente a Butter Lane! Pegamos uma caixinha com quatro dos melhores cupcakes do mundo e fomos para casa, jantar e comer doce 🙂

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Escrevendo esse post, fiquei com água na boca de lembrar dos cupcakes! Vou parar por aqui o relato (até porque o dia acabou mesmo) e vou achar algo doce pra comer (não vai matar a vontade de cupcakes da Butter Lane, mas pelo menos acalma as lombrigas).

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Férias em NYC – Day 05

Um dos dias mais esperados da viagem: dia de visita ao Museu de História Natural.

Saímos de casa cedo, pegamos o metrô na Delancey Street, “nossa” estação de metrô, e descemos na 81 Street, a estação do Museu de História Natural. A estação tem as paredes de ladrilhos decoradas com motivos de animais e plantas que podem ser vistos no museu, muito legal 🙂

Chegamos um pouco antes das 10h, portanto, o museu ainda estava fechado. Tiramos algumas fotos da entrada principal e saímos em busca da “Starbucks nossa de cada dia”.

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Eu comprei, no segundo dia de viagem, um pacote de saltines para ter sempre à mão e elas viraram meu pré-café da manhã, ou seja, eu não saia de casa com fome. O Felipe, por outro lado, se recusava a comer a bolachinha salgada sem graça e estava sempre procurando uma Starbucks pela manhã. Estávamos andando pelo entorno do museu sem sucesso na busca quando começaram a aparecer pessoas com seus copos de café e chocolate quente da Starbucks pelas ruas. Aí foi só seguir o rastro deles que chegamos lá. Chocolate quente e wifi de graça tornaram-se nossa dupla preferida.

No caminho, passamos por um greenmarket que parecia legal, cheio de tendas, mas a pressa (ou seria a preguiça?) nos impediu de entrar.

Voltamos ao museu pouco depois de abrir, compramos ingressos para o show do Hayden Planetarium (que não fazia parte do pacote do The NY Pass) e entramos.

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Começamos pelo salão de mamíferos africanos, seguindo para povos africanos, pássaros do mundo, México e América Central, povos sul-americanos, povos e mamíferos asiáticos. Descemos para o salão de mamíferos norte-americanos, passamos pelo salão da biodiversidade (o Felipe parou, eu só passei mesmo porque não queria ver aquelas aranhas de perto) e de lá seguimos para o salão da vida oceânica para ver a baleia azul.

Estava rolando alguma coisa na sala da baleia, várias crianças, algumas mesas e um rapaz falando sobre alguma coisa no microfone. Ele chegou a soltar uma ave no meio do salão, mas não posso dar maiores informações porque não prestei muita atenção 😁

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A essa altura a fome já estava batendo, por isso descemos para a praça de alimentação do museu para almoçar. A comida não era lá essas coisas, mas deu para o gasto. Quando terminamos o almoço estava quase na hora da apresentação no planetário, por isso ficamos por ali mesmo. Passeamos pelo salão do universo, acho que um dos preferidos do Felipe. Andamos pelo salão do planeta terra e enfim entramos no planetário. A apresentação foi muito legal, embora tenha me deixado um pouco enjoada ficar olhando para cima com aquelas estrelas todas girando, hehe.

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A parada no planetário proporcionou um breve descanso para as pernas e retomamos o ânimo para mais andança. Fomos para o último andar, para a ala dos dinossauros. Uma das partes mais divertidas do passeio com certeza. Tiramos a tradicional foto com o Rex, andamos em meio aos dinossauros e mamíferos primitivos e demos uma passadinha básica na Dino Store. A vontade era comprar tudo, mas nos controlamos e saímos de lá apenas com um dinossauro para o Otávio (carinhosamente chamado de “auo” por ele).

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Saímos pelo andar superior dos mamíferos africanos, passamos pelos pássaros norte-americanos (sem graça), pelos primatas, pelos índios e povos do pacífico, demos a volta e chegamos aos repteis e anfíbios.

Pegamos o mapa do museu (que, caso não tenham percebido ainda é o que está me ajudando com essa narrativa) e percebemos que havíamos “pulado” um pedaço do museu: salão das origens do homem, salão dos meteoritos e salão dos minerais. Descemos até lá, tiramos foto da Lucy (o Felipe tirou, eu nem vi a Luci), passamos pelos meteoritos e minerais sem achar muita graça e saímos do museu.

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Foram quase seis horas andando pelo museu, então imaginem o cansaço dos dois.

Pegamos o metro na 81 Street de novo e descemos na estação do Bryant Park. Ficamos na fila para comprar um lanche no Le pain quotidien, mas quase na nossa vez o rapaz começou a avisar que estavam sem isso e sem aquilo (claro que não lembro mais o que). Desistimos da fila e voltamos para nossa boa e velha Starbucks. Compramos bebidas quentes e comida e fomos comer em uma das mesas do parque. A vista estava linda e o tempo tão gostoso que a vontade era ficar sentando no parque o resto do dia. Foi o que fizemos por um bom tempo, mas uma hora teríamos que sair de lá…

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Passamos em frente a New York Public Library, tiramos algumas fotos e seguimos para o nosso próximo destino: o Empire State Building. Em nosso cronograma inicial, a visita ao Empire State estava marcada para o dia seguinte (segunda-feira), mas, como vimos que a previsão era de chuva, achamos melhor garantir a visita. Compramos nossos ingressos, mas não entramos na hora. Dessa vez foi o Felipe quem escolheu o horário da volta: ele queria subir à noite.

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Resolvemos matar tempo na Macy’s, segundo a definição do Felipe, “basicamente um shopping gigante feito para jogar na nossa cara que somos pobres”.

Voltamos ao Empire State e passamos muito frio. O vento lá em cima estava congelante, tanto que saímos, tiramos algumas fotos em cada lado do mirante e voltamos correndo para dentro.

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Pensamos em ficar por ali e jantar, mas acabamos vencidos pelo cansaço e pelo comodismo: comemos sanduíches da Wendy’s que ficava em frente ao Empire State.

Voltamos para casa congelando e nos escondemos debaixo das cobertas.

Férias em NYC – Day 04

O quarto dia em NYC começou um pouco mais tarde: nosso primeiro compromisso era um Food on foot tour agendando para as 10h40.

Começamos o dia com um passeio no Grand Central Terminal. Não encontramos nenhum leão, zebra, girafa ou hipopótamo tentando fugir, mas ainda assim a passada valeu a pena. O terminal é lindo por dentro (não nos trilhos, rs), tem uma praça de alimentação legal e um mercado daqueles que o Felipe ama! O Grand Central Market tem de tudo: frutas, geleias de amendoim, chocolates, carnes, peixes, temperos, flores etc. Passeamos um pouco por lá e depois saímos para encontrar o pessoal do nosso Food on foot.

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Fizemos o check in com o guia e fomos para o outro lado da rua esperar no local combinado. O guia, um senhor gorducho e super animado, apareceu depois de um tempo para dar as explicações iniciais. Enquanto ele explicava, teve que atender um casal de “atrasados” uma três vezes e pelo comportamento dele posso dizer que ele não é muito fã de quem atrasa, rs.

O guia é também um pouco maluco: o tour dele é no East Village, o ponto de encontro em frente a Grand Central. O grupo tem umas 40 pessoas. E ele colocou as 40 dentro de vários vagões do metrô! Uma doidera, hahaha. Na estação em que devíamos descer (ele nos informou qual) ele fez uma chamada para conferir se estávamos todos lá. Sim, chamada, como a que os professores fazem com seus alunos. E sim, estávamos todos lá.

A primeira parada foi em um restaurante chamado Vanessa’s Dumpling. Comemos um “dumpling”, uma massinha sem graça com um recheio mais sem graça ainda. A segunda parada foi em uma pizzaria: Artichoke’s. O Felipe pegou uma fatia de pizza marguerita, a fatia era imensa e a pizza estava uma delícia! De lá seguimos para o Porchetta. Comemos um sanduíche de pernil e o Felipe gostou tanto que acabamos voltando lá em outro dia e levamos um desses para casa. A quarta parada – e a melhor de todas – foi em um lugar chamado Butter Lane. Os melhores cupcakes da vida! Tanto que também voltamos lá, mas dessa vez por minha causa, rs. Na sequência comemos um cachorro-quente também meio sem graça no Crift Dogs. E por fim, uma parada em um lugar que não lembro o nome – e não tiramos foto para ajudar – para mais doces: experimentamos o famoso cannoli, e também não achamos muita coisa.

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No fim do tour, o guia estava disponível para “dicas de como voltar para o seu hotel”. Descobrimos que estávamos mais ou menos perto do apartamento e resolvemos voltar à pé.

Alguns minutos de descanso básico e mais uma viagem de metro sentido uptown. Paramos na estação “42 Bryant Park” e caminhamos algumas quadras até a entrada do Circle Line Cruises. Pegamos nossos ingressos para o cruzeiro que começava as 19h e fomos para o Intrepid Air and Space Museum, que ficava ao lado.

Um dos museus que o Felipe mais gostou, com certeza. E acho que eu também, rs. O museu fica em um antigo porta-aviões, têm vários aviões, helicópteros e a nave espacial Enterprise.

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O museu fechava às 18h, nosso cruzeiro era às 19h. Entre uma coisa e outra resolvemos matar tempo na praça que fica em frente ao museu. Pegamos comida (batata frita e água, na verdade) no restaurante e ficamos sentados em uma mesinha aproveitando o sol. Ao lado da praça do restaurante tinha um espaço para animais de estimação, com uma piscina cheia de água para eles beberem. Vários cachorros brincando nesse espaço e alguns deitados embaixo das mesas da praça do restaurante.

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Embarcamos no cruzeiro pouco antes das 19h. Não conseguimos lugar na ponta do barco, mas no fim foi uma boa coisa, já que esfriou muito quando anoiteceu. O cruzeiro que escolhemos, Harbor Lights Cruise, sai do Píer 83, contorna o sul de Manhattan, passa pela Ponte do Brooklyn e retorna pelo mesmo caminho. Como começa às 19h, a primeira parte da viagem é feita no horário do pôr-do-sol. Lindo, lindo, lindo! Essa primeira parte foi uma delícia, um calorzinho de fim de tarde e um pôr-do-sol maravilhoso. Da metade do caminho em diante, um frio de bater o queixo! Como vocês podem ver nas fotos do passeio pelo Intrepid, estava calor nesse dia, tanto que eu estava com uma blusa de alça! À noite, o casaquinho básico e o lenço que eu levei na mochila quase não deram conta do recado! Muito frio e, principalmente, muito vento! A vantagem é que a parte aberta do barco esvaziou e o Felipe conseguiu algumas fotos, hehe.

Segundo o Felipe, se você tiver que escolher apenas uma coisa para fazer em NYC, escolha um cruzeiro como esse, assim você pode, mesmo que de longe, ver toda a paisagem de Manhattan 🙂

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Saímos do Cruzeiro sem planos para o jantar e essa foi a primeira discussão em NYC, hahaha! Eu estava sem ânimo para comer no centro, minha ideia era passar no Mc Donalds que ficava a uma quadra do apartamento e pegar algo para comer em casa. O Felipe não queria Mc Donalds por nada no mundo. Mas, como todas as discussões aqui de casa quem ganha sou eu, foi isso que fizemos 🙂

Comemos um sanduíche de frango, que achei bem gostoso, com batatas fritas. Depois do lanche, mais um pouco de “whats” com a família e um soninho merecido!