Monthly Archives: October 2015

Eu, robô, Isaac Asimov

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  • Início:26/07/2015
  • Fim: 31/07/2015
  • Tempo de leitura: 05 dias
  • Diários de leitura: 42, 43, 44, 45, 46 e 47

Antes de começar, se você acha que sabe alguma coisa sobre o livro porque assistiu ao filme do Will Smith, assim como eu achava, pode ir tirando o cavalinho da chuva. Temos aqui uma coincidência de nomes de personagens, mas a coisa não vai muito além disso.

O livro é uma coletânea de contos escritos por Asimov e publicados em periódicos de ficção científica nas décadas de 1940 e 1950. A organização cronológica dos contos traz uma visão do desenvolvimento da robótica ao longo dos anos. Dessa forma, no primeiro conto temos um robô doméstico (uma babá) que não pode sequer falar. No último, temos máquinas que controlam as decisões econômicas mais importantes para o funcionamento da sociedade. No meio, temos o desenvolvimento dos robôs, a aquisição da fala, dos movimentos mais apurados, da inteligência.

Pensei, no início, em fazer algo parecido com o post sobre A Bela e a Fera e comentar cada um dos contos, mas já desisti. Isso por que alguns deles achei meio chatos e outros eu simplesmente não entendi (e vamos admitir a “burrice” sem medo de ser feliz, rs). Vou comentar, portanto, apenas os meus preferidos 🙂

Gostei do primeiro conto, Robbie (o robô babá), pela relação dele com a menininha. O conto me lembrou bastante a primeira parte de O homem bicentenário. Na minha cabeça, o filme do conto (sim, eu sempre tenho um filme na cabeça quando leio) tinha Robin Williams e Hallie Kate Eisenberg como protagonistas.

Gostei também do conto Razão, no qual o robô Cutie questiona a sua origem, uma vez que considera impossível a criação de seres superiores – os robôs – por seres inferiores – os seres humanos. O questionamento feito por Cutie nos serve também de questionamento para os humanos…

[…] “nenhum ser pode criar outro ser superior a si mesmo” […]

“O Mestre criou os humanos primeiro como uma espécie inferior, feitos do modo mais fácil. Aos poucos, ele os trocou por robôs, a seguinte e mais elaborada etapa, e enfim me criou para ocupar o lugas dos últimos humanos.”

Por fim, o terceiro dos meus favoritos é o conto Mentiroso!. O conto nos apresenta a Herbie, um robô que consegue ler pensamentos e que acaba provocando uma boa confusão ao mentir para os humanos. Mas, eis que as mentiras contadas têm seu fundamento nas três leis da robótica em uma sacada sensacional.

Opa, isso me faz lembrar de mais uma coisa que livro e filme tem em comum: as três leis da robótica. As três leis da robótica são o fundamento da atuação dos robôs, são elas que nos permitem entender o comportamento dos robôs e, em mais de um conto, são elas que explicam o “desvio” de comportamento de determinado robô.

Por fim, o livro vale também pelo relacionamento da dupla Mike Donovan e Gregory Powell: dos diálogos entre os dois tiramos algumas importantes reflexões e as melhores piadas :-p

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Shopaholic to the stars, Sophie Kinsella

Demorei a começar este post porque estava em dúvida se deveria fazê-lo ou não. E estava em dúvida porque esse é o sétimo livro de uma série que eu li inteira, mas comentei apenas o primeiro volume. Quem me conhece sabe que sou um tanto quando metódica e que, por essa razão, falar do último volume sem falar dos demais não é assim tão simples.

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Pensei em fazer um super post com todos os livros, mas minha memória não é assim tão boa e não guardei muitas informações sobre eles. Depois de muito pensar (e sofrer, porque meu TOC me faz sofrer, rs) resolvi fazer o post sobre o Shopaholic to the starts de uma vez – antes que eu perca as informações de leitura dele também – e reler os volumes anteriores da série para poder comentar todos eles bonitinhos no futuro. O primeiro volume já tem post no blog (clique aqui para ler), portanto, a maratona de leitura para posts vai começar no segundo volume. Aguardem os próximos capítulos dessa história 🙂

Mas, voltando à vaca fria…

Shopaholic to the stars, Sophie Kinsella

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  • Início: 14/07/2015
  • Fim: 24/07/2015
  • Tempo de leitura: 11 dias
  • Diários de leitura: 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 38 e 40

Dessa vez nossa protagonista atrapalhada está em um lugar que poderia ser considerado o paraíso para ela: Hollywood, morada das mais badaladas estrelas de cinema. A razão de estarem (ela, o marido e a filha) por lá é simples: Luke está trabalhando como relações públicas de uma dessas estrelas, a atriz Sage Seymour. Estrela essa que Becky ainda não encontrou pessoalmente. Agora, pergunta: porque Luke, sabendo o quanto seria importante para a esposa conhecer Sage, não apresentou as duas? Só porque ela provavelmente se comportaria como uma tiete maluca? Bom, eu na verdade acho que isso depõe contra o Luke, assim como várias outras ocasiões nas quais ele não dá valor para o que Becky considera importante. Fútil ou não, o comportamento de Becky faz parte de quem ela é, e disso ele já sabia desde o primeiro volume, certo? 🙂

Como sempre, as ideias malucas e armações de Becky a colocam em situações problemáticas das quais ela consegue se sair bem mais por sorte que por qualquer outra coisa. Um tanto quando autocentrada, ela não percebe os problemas que seu comportamento pode trazer para o marido, deixa a desejar na amizade com Suze e perde a chance de ajudar o pai.

Não que a Suze seja de todo vítima nessa história, já que ela passa por cima da amiga quando vira “extra” em filmes e depois acaba se aproximando da arqui-inimiga de Becky com a “desculpa” de que precisava desabafar com alguém.

Duas coisas que não gostei muito: (1) depois de sete volumes era de se esperar que Becky tivesse amadurecido pelo menos um pouquinho, mas não, ela continua a mesma Becky do primeiro volume. (2) O livro não acaba. Como comentei no diário de leitura #40, “ele não acaba com um possível gancho para uma continuação como os outros livros da série. Ele simplesmente não acaba! Nada se resolve ou responde…”. Fiquei consideravelmente irritada com isso (humpf). Agora, é claro, estou esperando ansiosa o lançamento do próximo volume para ver ler como a coisa toda vai acabar.

Outras coisas que gostei: como sempre, o forte é a comédia. Os primeiros capítulos do livro – Becky comprando as roupas e acessórios para participar de uma corrida de rua, sua chance de conhecer Sage Seymour, e depois as cenas dela durante a corrida – são hilários. As confusões em que ela e Suze se metem nos estúdios de Hollywood também rendem boas risadas. Esse último volume deu um pouco mais de destaque a outros personagens (Suze e Luke principalmente) o que eu achei bem legal, o foco não estava apenas nas loucuras de Becky, mas em seu relacionamento com o marido e a melhor amiga.

“Husbands should think the best of their wives, as a matter of principle.”

“Husbands should not memorize conversations, word for word. It’s against the whole spirit of marriage.”

“I mean, here we are in LA. The home of celebrities. They’re the local natural phenomenon. Everyone knows you come to LA to see the celebrities, like you go to Sri Lanka to see the elephants.”

Filha da Maria

O pai e o filho saem logo cedo para ir ao mercado. Durante o período em que eles ficarão fora (uma hora, mais ou menos), você pode aproveitar para:

(1) Tomar um banho demorado, sem se preocupar com o horário do marido sair para o trabalho ou sem precisar repetir, a casa dois minutos ‘filho, não é para abrir os sabonetes’ ou ‘não pode colocar o absorvente na porta do box’. Pode, inclusive, passar aquele condicionador milagroso de três minutos e ficar, de fato, três minutos completos com ele no cabelo (mas com a água desligada para economizar a água do mundo e a sua luz);

(2) Aproveitar para ler alguns capítulos de Morte na praia, ou quem sabe, até mesmo terminar a leitura;

(3) Passar os diários de leitura da semana (anotados em papel ou no celular) para o blog;

(4) Assistir um episódio inteiro de algo que você jamais assistiria com seu filho por perto (Criminal Minds, por exemplo).

Bom, eu poderia escolher qualquer uma das alternativas anteriores, mas como boa filha da dona Maria Edite, o que eu fiz foi:

(1) Arrumar as camas, abrir as cortinas e as janelas para arejar a casa;

(2) Recolher as roupas e sapatos espalhados pela casa, dobrar tudo e colocar em seus devidos lugares;

(3) Separar a roupa para lavar e colocar a primeira leva na máquina;

(4) Juntar e guardar os brinquedos largados no chão. Ou melhor, juntar, tentar guardar, perceber que a estante de brinquedos está meio bagunçada, tirar tudo do lugar e guardar de novo, dessa vez colocando “cada coisa eu seu lugar”.

(5) Lavar a louça que está na pia;

(6) Limpar o “banheiro” da Jujuba.

Pois bem, pelo menos sobrou tempo para um banho não tão demorado, mas mais tranqüilo que o normal e com direito a condicionador milagroso.