Monthly Archives: November 2015

O símbolo perdido, Dan Brown

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  • Início: 09/09/2015
  • Fim: 30/09/2015
  • Tempo de leitura: 22 dias
  • Diários de leitura: 87, 88, 89, 93, 94, 95, 96, 97, 98, 99, 100, 101, 102, 106, 107 e 108

O símbolo perdido foi o quarto livro do Dan Brown que eu li. Para alguém que diz não gostar muito dos livros dele, até que eu li bastante. Bom, a vantagem de ler os livros dele foi ressaltada mais de uma vez nos diários de leitura: é fácil e rápido de ler, não requer nenhum esforço intelectual além do nível básico de alfabetização. Mesmo assim a leitura demorou bastante, como vocês podem perceber pelos dados acima. A culpa, nesse caso, foi um pouco do tempo escasso para a leitura e muito da falta de empolgação com o livro. Não achei ruim como Fortaleza Digital, a história até que tem um ou dois encantos. Mas o livro não causa aquela sensação de “não posso parar de ler”.

Algumas passagens atrapalharam – e muito – a manutenção do acordo ficcional com o livro: a CIA trata Langdon de forma condescendente, os personagens são mais ingênuos que personagens de filmes de terror prestes a morrer, caem em todas as armadilhas do bandido, e escapam de todas elas de forma absurda. Achei que o bandido se revelou cedo demais na história, poderíamos ter um pouco mais de mistério. O final não fugiu da previsibilidade: solução do mistério com algumas revelações feitas e algumas informações escondidas.

Como comentei também em diário de leitura, enquanto lia passava o filme todo, com Tom Hanks, claro, na minha cabeça. Acho que esse é o tipo de livro com potencial para virar um bom filme, no fim ele tem mais perfil de roteiro de Hollywood que de boa leitura.

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Serena, Ian McEwan

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  • Início: 03/08/2015
  • Fim: 26/08/2015
  • Tempo de leitura: 24 dias
  • Diários de leitura: 50, 51, 54, 56, 58, 59, 61, 63, 66, 70, 71, 72 e 73

Como comentei no diário de leitura 50, Serena foi meu primeiro Ian McEwan lido. Quem acompanhou os diários de leitura do livro já sabe: a leitura foi arrastada e eu não estava gostando muito do livro, mas tudo mudou no final. Mudou porque o último capítulo me fez repensar todo o livro e achei essa ideia muito boa.

O anúncio do livro o traz como um romance de espionagem, mas se você espera algo no estilo dos filmes de James Bond, pode esquecer. O ritmo do livro não tem nada parecido com livros de ação. Como comentei antes, ele é arrastado e passamos muitas páginas sem que nada aconteça. Até a metade do livro, a sensação é de que não aconteceu nada de relevante na história. Mesmo depois de algumas páginas do envolvimento de Serena com Tom Haley, continuamos achando que nada aconteceu. Aliás, eu, particularmente, acho que só aconteceu alguma coisa mesmo quase no final.

Bom, o resumo da história é: Serena, uma moça sem sal formada em matemática, mas apaixonada por literatura, envolve-se com um homem mais velho e acaba, influenciada por ele, arranjando um emprego no MI5, o serviço de segurança britânico. Seu papel no MI5 é como o de todas as outras mulheres de seu tempo: ela atua como secretária, catalogando e arquivando papéis. Sua fama de leitora ávida de romances lhe rende uma oportunidade: é chamada a participar de um projeto secreto, denominado Tentação, que tem como objetivo financiar autores nacionais com tendências anticomunistas. Detalhe, os autores financiados não podem saber de nada, devem escrever achando que tem total liberdade para manifestar suas opiniões políticas. Serena aceita o desafio, mas acaba apaixonando-se por “seu autor”. Os dois iniciam um romance e o peso do segredo de Serena fica pairando no ar. No fim, as coisas não dão muito certo: Haley acaba por escrever um romance que não atende aos desejos do MI5, mas que recebe um prêmio importante de literatura e sua fama repentina acaba trazendo à tona seu caso com Serena e o papel dela no serviço de segurança. Serena fica desesperada, já que ela não havia contato nada ao namorado. E é aí que temos a reviravolta do final, aquela que me fez voltar no tempo e repensar a história.

A personagem de Serena é difícil de desvendar. Comigo, pelo menos, não rolou empatia. Em alguns momentos a vontade era de dar uma chacoalhada nela para tirá-la do estado de apatia de sua vida. Aliás, ainda hoje não decidi se gostei ou não dela. De Tom não gostei muito no começo, mas acabei mudando de opinião no final.

Sei que o post está parecendo meio confuso, mas acho que isso é reflexo do meu sentimento em relação ao livro. Como eu disse, gostei do final e da visão que ele me fez ter sobre o livro, mas a leitura foi arrastada, demorada, entediante. Se eu fosse relê-lo agora, seria com outros olhos e isso talvez ajudasse a melhorar o processo de leitura. Mas aí o final já não teria mais o impacto que teve e isso não mudaria a minha impressão de leitura. Resumindo: não sei se recomendo a leitura ou não, dessa vez acho melhor deixar por conta e risco de cada um.

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Triste fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto

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  • Início: 10/08/2015
  • Fim: 22/08/2015
  • Tempo de leitura: 13 dias
  • Diários de leitura: 57, 59, 60, 61, 62, 65, 68 e 69

Triste fim de Policarpo Quaresma foi lido como parte do desafio 100 livros de literatura brasileira. Não, ele não foi um dos livros de releitura. Sim, isso quer dizer que cheguei aos 32 anos sem ter conhecido Quaresma. Bom, ainda bem que tenho o projeto para reparar as “falhas de leitura” da vida né? 🙂

Ops, tem spoiler por aqui…

O básico da história eu já conhecia, mesmo sem ter lido: Policarpo é um patriota ao extremo que procura valorizar sempre o que é nacional, desprezando o que vem de fora. Tem amor pelos livros, mas sua biblioteca é composta apenas de autores nacionais. Aprecia a música, e decide, logo de início, aprender a tocar violão, a modinha genuinamente brasileira. Seus vizinhos e conhecidos o acham estranho, mas de uma estranheza inofensiva.

O problema começa quando, depois de muito dedicar-se aos estudos do tupi-guarani, a língua verdadeiramente brasileira, escreve um ofício ao ministro sugerindo que essa passe a ser a língua oficial do país. Considerado louco, acaba internado em um hospício, aonde recebe a visita apenas do compadre e da afilhada.

Ao sair do hospício, resolve seguir o conselho da afilhada e mudar-se para um lugar afastado. Compra um sítio ao que dá o nome de O sossego e muda-se para lá com a irmã. No sítio, dá vazão a sua nova empreitada patriótica: estudar botânica e aplicar seus conhecimentos em suas terras, vivendo apenas do que pode produzir. Enfrenta alguns “inimigos” nesse contexto: os políticos do povoado, que não se conformam com sua recusa a tomar parte na política e colocam vários obstáculos que o impedem de vender o que produz, e as formigas, que insistem em atacar sua produção e até sua despensa.

A terceira e última parte do livro traz Policarpo de volta à cidade para tomar parte na Revolta da Armada, ao lado do Marechal Floriano Peixoto, então presidente. Não há muito que fazer, mas Policarpo logo se convence da importância de sua atuação. Finda a revolta, acaba presenciando os exageros de punição cometidos contra os revoltosos e, em sua ingenuidade, sente-se no dever de alertar o ‘bom presidente’. Acaba preso sem entender bem o porquê e, sozinho, lamenta seu triste fim.

Policarpo foi uma leitura tranquila, mas não tão prazerosa como teria sido se fosse feita na adolescência, na fase em que livros de literatura brasileira escritos no final do império e início da república eram minhas leituras favoritas. Talvez fosse mais bem aproveitada, também, se feita dentro de um contexto educacional, em uma aula de literatura com acompanhamento do professor. Mas, como não posso voltar à adolescência e não pretendo frequentar nenhuma aula tão cedo, ficaremos com as minhas impressões de leitura leigas e feitas fora do tempo mesmo 🙂

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03/11

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Tudo começou oficialmente há oito anos, no estádio Couto Pereira. Fui convidada para assistir um jogo de futebol e aceitei. Depois do jogo, fui pedida em namoro, aceitei de novo.

Três anos se passaram e recebi um novo convite, desta vez para um jantar romântico. Aceitei. No fim do jantar, um pedido de casamento. Eu, que não sou boba nem nada, aceitei mais uma vez.

Há três anos foi a vez da festa de casamento. Uma festa muito planejada e esperada. Amigos e família presentes, um dia para ficar na memória.

Hoje retomamos a ideia do jantar romântico.

Oito anos desde aquele primeiro 03/11, cinco desde o segundo, três desde o terceiro. E muitos ainda pela frente.

A Ana Paula e o Felipe que saem para jantar hoje não são mais os mesmos do estádio de futebol ou do jantar romântico de 2010. Na verdade, não são nem mesmo os mesmos do casamento de 2012.

Começamos não muito longe da adolescência (eu um pouco mais longe que ele), continuamos rumo à velhice juntos.

Ao longo dos últimos oito anos aprendemos a ouvir o outro, a respeitar as diferenças, a amar as particularidades, mesmo as mais irritantes, de cada um. Rimos juntos, viajamos juntos, aprendemos juntos. Construímos uma família linda e cheia de amor que só tende a crescer.

Olhando para trás vejo como chegamos longe. E melhor, olhando para frente sei que temos ainda um longo caminho a percorrer juntos.

Te amo. Ontem, hoje e sempre.

Feliz Aniversário para nós 🙂

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Aventuras – e desventuras – na cozinha. O caso do pão de queijo

Resolvi criar uma nova série aqui no blog e compartilhar com vocês minhas ‘aventuras – e desventuras – na cozinha”. A ideia não é assim tão nova, um dos projetos do blog no início de 2013 foi a série “desafio culinário”, que teve apenas dois episódios (ambos bem-sucedidos): as panquecas da Marilda e o bolo de milho da mãe da Karla.

Pois bem, vamos ao episódio de hoje: o caso do pão de queijo.

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Quem me conhece sabe que não sou lá muito talentosa na cozinha. Também não sou mais nenhum desastre, dou conta dos almoços diários e de um bolo ou outro de vez em quando. Aprendi a cozinhar depois de casada, tendo o Felipe como professor (sim, minha gente, o marido domina a arte da culinária). Não cheguei ainda muito longe, mas acho que tenho potencial (ou não).

Pois bem, resolvi hoje tentar uma receita básica para todo mundo menos para mim: pão de queijo. Não é segredo para ninguém que eu amo pão de queijo e que, se pudesse, ele seria um item elementar da minha dieta. Também não é segredo que o filho compartilha comigo dessa paixão. Portanto, nada melhor que aprender a fazer pães de queijo deliciosos para o café da manhã da casa, certo?

Os ingredientes já estavam comprados há alguns dias e hoje, domingo véspera de feriado, acordei com a inspiração para tentar uma receita. E, na falta de uma receita caseira, recorri à internet.

A coisa não começou mal: fervi a água com o óleo e o sal, joguei no polvilho doce, misturei, esperei esfriar um pouco – mas não muito, misturei os ovos. Mudei de vasilha porque escolhi uma pequena demais e misturei o queijo ralado. Mexi a massa por algum tempo, talvez tempo demais, já que havia esquecido de untar a forma e tive que pedir socorro para o marido. Fiz as bolinhas, coloquei nas formas (foram 35 bolinhas, duas formas) e colocamos (plural porque o marido ajudou) no forno: 35 minutos, 200º.

35 minutos depois e as bolinhas não pareciam douradas o suficiente. Aumentamos o forno e deixamos mais uns 20 minutos. Resultado: pães de queijo lindos…

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e duros 😦

A segunda fornada ficou um pouco melhor: não aumentamos o fogo e deixamos o tempo recomendado apenas, apesar da cara “pálida” dos pães de queijo. Eles não ficaram feios, nem ruins, mas não ficaram os melhores pães de queijo do mundo como eu esperava, rs.

Pois é minha gente, o primeiro caso da nova série não é um caso de sucesso. E, para falar a verdade, não tenho certeza se vou tentar o pão de queijo de novo. Sim, sou apaixonada por eles e sim, gostaria de pães de queijo fresquinhos no café da manhã. Mas o trabalho de fazer está meio alto considerando a facilidade de comprar…

Receita do dia: pão de queijo

  • Nível de dificuldade: fácil
  • Nível de dificuldade para mim: quase impossível
  • Resultado: meia-boca

Bom, por hoje é só pessoal!

Ah, aceito dicas e conselhos de quem tem mais tempo – e talento – na cozinha!