Em 2016…

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Que eu sempre gostei de ler nunca foi segredo para ninguém. Em 2015, inspirada por vários blogs e canais da internet, resolvi começar um novo projeto: um diário de leitura. Quem me dera eu tivesse acesso a esses blogs e canais quando comecei a me interessar pela leitura, posso apenas imaginar o acervo de anotações que eu teria hoje.

Bom, antes tarde do que nunca, e agora que comecei não pretendo mais parar. O diário não serve como fonte de resenhas ou informações de leitura para ninguém, tanto que parei de publicá-lo no blog, mas serve como guardião de memórias para mim. E, quem sabe um dia, servirá para que meus filhos possam compartilhar impressões de leituras com a mãe deles, que talvez já não consiga se lembrar de muitos detalhes na hora de conversar com eles.

Com o diário, veio a vontade de variar as leituras, de reler livros queridos de infância, de dar uma chance aos clássicos, mesmo os mais “assustadores”, mas sem perder de vista as leituras leves e divertidas que também me atraem bastante. Desde então, foram vários livros curtos, alguns livros longos, uma ou duas séries, uma ou outra trilogia. Tive a oportunidade de ler alguns livros mais densos, daqueles que dão trabalho durante, e às vezes depois, da leitura. Mas li também muitos livros tranquilos, sem nada além daquilo que prometiam em seus títulos.

Em 2016, por exemplo, foram muitas e variadas leituras:  livros clássicos e contemporâneos, suspenses, romances, livros de ficção científica, um livro infantil, livros de contos, policiais e até livro de terror. Comecei o ano resolvendo crimes com Conan Doyle, me apaixonei por Garcia Márquez e Vargas Llosa, conheci Ítalo Calvino e me rendi a um clássico de Machado de Assis. Tive um relacionamento não muito fácil Clarice Lispector, me encantei com John Willians e dei uma chance a Poe. Viajei de avião com Saint-Exupéry, sofri de amnésia com S.J. Watson e combati crimes em um futuro distante com Nora Roberts. Dei boas risadas com Sophie Kinsella e Jill Kargman, fiquei encantada com a amizade entre cachorro e a pulga de Zélia Brandão e conheci o beatlemaníaco de Sérgio Couto. Perdi o preconceito com Ian McEwan, descobri que a Jout Jout do livro é tão divertida quanto a dos vídeos e tentei, mas não consegui, gostar de Haruki Murakami. Aprendi sobre empatia com Harper Lee, tentei entender alguma coisa de Camus, não consegui me interessar por Paul Auster e fiquei triste por ter que deixar o Stieg Larsson ir depois de três livros. Achei Adelaide Carraro datada e exagerada, Lucilla Guedes me fez pensar em comédias românticas da sessão da tarde e Neil Gaiman mostrou que a releitura de contos de fadas pode render uma ótima história. Vivi um grande amor com Cecelia Ahern, Aldous Huxley me deixou pensativa e Kazuo Ishiguro me deixou confusa. Não vi muito sentido na história de David Mitchell, mas vi todo o sentido nas várias histórias de Colum McCann.*

Resumindo o parágrafo anterior, o ano que passou foi um bom ano de leituras. Algumas vão deixar saudades, outras, nem tanto. E aí entra o diário outra vez: basta reler o que escrevi para viver de novo aquele gostinho do momento da leitura.

Espero que em 2017 eu consiga manter a variedade e a qualidade das experiências de leitura –  mesmo que alguns dos livros lidos sejam considerados de qualidade duvidosa por alguns.  E acho que posso dizer que comecei bem: Vargas Llosa na estreia, Douglas Adams na sequência. Que esse seja o início de um ótimo ano de leituras.

*A lista completa dos livros lidos em 2016 está disponível aqui.

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