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Guia prático dos pais, Suzy Camacho

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  • Início: 16/11/2015
  • Fim: 21/11/2015
  • Tempo de leitura: 6 dias
  • Diários de leitura (04): 155, 158, 159 e 160.

O livro Guia prático dos pais, da Suzy Camacho, foi um empréstimo que fiz com a Valquíria, junto com o Limites sem trauma, da Tania Zagury (o último livro lido antes do início do meu diário de leitura). Emprestei no meio do ano, peguei para ler apenas em novembro. Pois é, antes os livros emprestados faziam aniversário aqui em casa, agora a política é “emprestar, ler, devolver”, rs.

O livro teria ficado mais tempo na espera, mas em um dos meus dias de desespero com o filho que não come nada, lembrei do dele e imaginei se ele teria alguma dica para me ajudar. E tinha. Comecei, portanto, pelo capítulo “crianças que não comem” buscando encontrar uma fórmula mágica para dar um jeito no Otávio.  Infelizmente o livro contém apenas as mesmas dicas de sempre, aquelas que eu já tentei um milhão de vezes. Ainda assim continuei a leitura com os capítulos sobre birra e brincadeiras, que me trouxeram algumas ideias para colocar em prática.

A leitura foi rápida e, em alguns pontos, bastante útil. Anotei algumas dicas e frases que acho importante manter por perto. A autora faz alguns comentários que considerei preconceituosos, mas resolvi relevar e pensar no conjunto da obra 🙂

“Pais que oferecem livros de presente a seus filhos demonstram a importância do hábito da leitura.”

“[…] não recrimine ou desmotive os impulsos da criança para o saber.”

“[…] esteja disponível na qualidade da atenção oferecida a seu filho na infância.”

“As atitudes dos pais serão modelos a serem utilizados pelos filhos.”

“A criança que cresce num ambiente de diálogo e respeito às opiniões dos membros da família, também exercitará o mesmo comportamento em sociedade.”

“A maneira mais eficiente de educar é dar o exemplo.”

“Seja como for, sempre execute as promessas preestabelecidas. Nunca falte à sua palavra. Isso pode deixar a criança insegura e agressiva.”

“A criança ao nascer não possui o conceito de medo. Esse parâmetro de perigo é formado pelos pais que transmitem suas experiências aos filhos descrevendo a eles o que é perigoso e o que vem a ser seguro. Nossos conceitos são muito variáveis de acordo com as experiências vividas. Portanto, muito cuidado com o que se diz diante da criança.”

“Policie-se observando o que diz diante da criança.”

“O elogio é mais eficaz que a crítica.”

“Aprenda a identificar quais atitudes foram responsáveis pelo resultado insatisfatório em sua vida.”

“A cada dia há um universo rico de experiências a serem transformadas em lições para melhoras a nossa vida.”

“Para a criança, é melhor ser notada mesmo com raiva pelos pais do que passar despercebida.”

“Sempre que possível, dê atenção ao seu filho quando ele lhe requisitar, para não ter de fazê-lo coagido(a).”

“Não deixe de elogiá-lo cada vez que apresentar um progresso, pois assim você estará demonstrando que está acompanhando com atenção todo o seu comportamento positivo, incentivando-o a mantê-lo.”

“Como é encantador observar uma criança brincar, dê essa oportunidade a si mesmo.”

“O fundamental não é quantidade de tempo que se dedica a uma criança, mas a qualidade desse tempo.”

A elegância do ouriço, Muriel Barbery

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  • Início: 23/10/2015
  • Fim: 02/11/2015
  • Tempo de leitura: 11 dias
  • Diários de leitura: 131, 138, 139, 140 e 141.

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É agora… ou nunca, Marian Keyes

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  • Início: 01/07/2015
  • Fim: 13/07/2015
  • Tempo de leitura: 13 dias
  • Diários de leitura: 17, 18, 21, 24, 25, 26, 28 e 29

O primeiro livro que li da Marian Keyes foi Casório. Não lembro nada da história, lembro apenas que não gostei. Achei chato e previsível. Tão chato que, contrariando meus instintos acumuladores de livros, mandei ele embora em uma das “faxinas na estante”.

Mas, como comentei no primeiro diário de leitura do livro, uma amiga muito querida (oi Valzinha!) me emprestou É agora… ou nunca e resolvi dar uma nova chance à autora. No fim foi bom que fiz isso porque achei o livro muito bom 🙂

#spoileralert

O livro conta a história de três amigos, Katherine, Tara e Fintam, todos com seus “trinta e poucos anos” e vivendo seus dilemas amorosos. Na verdade, Tara e Katherine estão vivendo seus dilemas amorosos. Fintam, bem resolvido no amor, tem algo mais sério a enfrentar: o câncer.

Katherine é mais certinha dos três, não se envolve fácil com ninguém e mora em um apartamento perfeitamente limpo e organizado. Tara é a mulher que não consegue viver sem ter alguém, vive em constante luta com a balança e gasta muito mais do que deveria. No início, Fintam é o amigo homossexual bem resolvido das duas. Depois, passa a ser o amigo homossexual com câncer rabugento das duas. Ou seja, achei que ele não ganhou muita importância no livro, parecia que estava lá apenas para ficar doente e provocar a mudança na vida das amigas.

E como ele fez isso? Exigindo – e usando a possibilidade de sua morte para chantageá-las – que as duas tomassem atitudes drásticas em suas vidas amorosas: Katherine deveria convidar um colega de trabalho que a estava paquerando para sair, Tara deveria largar seu namorado traste que só fazia tratá-la mal. O que acontece na sequência fica para quem resolver o livro…

Desde o começo achei a Katherine meio chata e me identifiquei muito com a Tara. A relação dela com a comida é simplesmente hilária – mas só faz sentido para quem já passou por algo parecido. Em uma das cenas, ela come um pacote de pão de fatia no café da manhã, só quem já teve esse impulso de “devorar até as paredes” sabe como é. Ri muito com as loucuras dela e com as conversas com os colegas de trabalho, principalmente o Ravi. Fiquei muito indignada com as atitudes do Thomas e torcendo para ela dar logo um pé na bunda dele.

O livro é um chick-lit engraçado e leve, mesmo tendo nele uma ou outra lição importante. A luta de Fintam contra o câncer e suas mudanças de humor, a indecisão de Tara em largar um relacionamento cômodo e arriscar começar de novo, a tentativa de Katherine de deixar seus traumas do passado e buscar a felicidade com alguém… Sofremos e amadurecemos com os personagens e o final nos dá a esperança de que “tudo vai ficar bem”.

Rick Riordan, Percy Jackson e Os Heróis do Olimpo

Estou eu aqui pensando o que escrever sobre os livros do Rick Riordan e ainda não sei bem o que dizer. Acho que posso começar dizendo que gostei da leitura desses 10 volumes que me acompanharam desde o ano passado, quando ainda estava em licença maternidade e lia muito enquanto o ‘Otávio bebê’ dormia. Os dois últimos livros foram lidos há pouco, com um ‘Otávio não mais bebê’ que dorme bem menos, entre brincadeiras com o filho e louça na pia.

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Foram duas séries com cinco volumes cada. A primeira, Percy Jackson e os Olimpianos com os livros O ladrão de raios, O mar de monstros, A maldição do Titã, A batalha do labirinto e O último olimpiano e a segunda Os heróis do Olimpo com os livros O herói perdido, O filho de Netuno, A marca de Atena, A casa de Hades e O Sangue do Olimpo.

Mas, para mim, daria na mesma dizer que foi uma série apenas com 10 volumes. O que eu quero dizer é não comece a ler “Os heróis do Olimpo” sem ter lido “Percy Jackson e os Olimpianos” e não pare a leitura em “Percy Jackson e os Olimpianos” sem ler “Os heróis do Olimpo”. Deu para entender? 🙂

Pensei em fazer um resumo básico da história em cada um dos seus volumes, mas acabei desistindo porque (01) ia dar muito trabalho e (02) é só procurar no Google que vocês acham um milhão deles, bem melhores que os que a minha memória me permitiria fazer.

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Portanto, vou dizer escrever apenas que as duas séries têm basicamente o mesmo enredo: aventuras de semideuses – filhos de mortais com deuses gregos ou romanos, lutando com monstros mitológicos e tentando salvar o mundo, em pleno século XXI. E um detalhe: o Monte Olimpo, morada dos deuses, agora fica em Nova York, no alto do Empire State Building. Recheados de referências mitológicas do início ao fim e repletos de tiradas sarcásticas de humor adolescente, os livros fazem valer a máxima “aprendendo e se divertindo”.

Mas deixo uma ressalva: as séries são voltadas para o público infanto-juvenil e tanto o enredo quando a linguagem são direcionados para essa faixa etária. Portanto, adultos lendo os livros não devem esperar livros para adultos. Deu pra entender de novo? 🙂

Eu, que sou uma adulta fajuta com alma infanto-juvenil, curti muito todos os livros do Rick Riordan. Até gostaria de ler outros livros do autor, mas isso só vai acontecer se a Eduarda, dona dos livros lidos, resolver comprar mais algum (ou me pedir mais algum de presente, que aí eu tenho a desculpa para comprá-los, rs).

Agora, os dados de leitura dos dois volumes lidos em 2015 (porque os outros foram lidos antes de eu começar o diário de leitura):

A casa de Hades

  • Início: 15/06/2015
  • Fim: 25/06/2015
  • Tempo de leitura: 11 dias
  • Diários de leitura: 01, 03, 07, 08, 09, 10 e 11.

Sobre a leitura (com spoilers): o terceiro livro acaba com Percy e Annabeth caindo no Tártaro, um dos finais mais “ai meu Deus e agora?” de toda a série. E, mesmo assim, demorei quase seis meses para dar início à leitura do quarto livro, A casa de Hades. Culpa da dona Eduarda, que levou o livro embora e só me trouxe de volta na Páscoa. No fim, quando comecei a leitura, já não me lembrava de quase nada do que estava acontecendo 😦

Nos primeiros capítulos temos o pessoal do Argo II (Piper, Jason, Léo, Hazel, Frank, Nico e o treinador Hedge) se revezando na proteção ao barco voador enquanto tentam chegar à Casa de Hades, onde deveriam encontrar Percy e Annabeth, fechar as Portas da Morte e salvar o mundo. Do outro lado, temos o casal Percy e Annabeth no Tártaro, que não é apenas um lugar, mas um corpo com vida. Achei essa sacada muito boa, a ideia dos dois andando por ele, as descrições dos locais/partes do corpo e a chegada ao final, o coração do Tártaro. Gostei do titã Bob e seu gatinho, Bob Pequeno. Achei legal a reflexão que encontrar o titã levou Percy a fazer sobre o egoísmo de algumas de suas ações. Gostei também do gigante Dámasen. Acho que ele e Bob representam o dilema dos monstros: criados para o mal, eles sentem que não podem fugir de seus destinos, até por que, quando tentaram, acabaram castigados e impotentes. No fim, a coisa muda de figura, os dois decidem “fazer diferente” e tomam uma atitude indispensável para a vitória dos semideuses. Confesso que cheguei a duvidar as intenções de Bob por um momento, mas no mesmo dia a sequência da leitura me fez perceber meu erro.

Os semideuses da série amadureceram muito nesses últimos livros. Nico se viu obrigado a confrontar seus sentimentos, Piper teve a chance de provar que é mais que “um rostinho bonito” capaz de usar o charme, e prova. Hazel aprendeu a controlar a névoa, tornando-se uma figura indispensável para o “final feliz”. Frank deixou de se sentir um inútil e assumiu um papel de liderança no grupo. E Léo se tornou o melhor personagem da série. Ok, talvez essa seja uma visão bem pessoal, mas fazer o que, me apaixonei por ele, hahaha. Ou seja, em A casa de Hades me pareceu que a história deixou de ser sobre Percy, Annabeth, Jason e coadjuvantes para se tornar uma história sobre todo o grupo.

O sangue do Olimpo

  • Início: 26/06/2015
  • Fim: 01/07/2015
  • Tempo de leitura: 06 dias
  • Diários de leitura: 12, 13, 14, 15, 16 e 17.

Sobre a leitura (com spoilers também): agora sim tudo tem que ser resolvido porque a série está para acabar.

Reyna e Nico estão a caminho de devolver a Atenas Parthenos para o Acampamento Meio Sangue e resolver a briga entre gregos e romanos. Os sete semideuses da profecia (Piper, Jason, Léo, Hazel, Frank, Percy e Annabeth) seguem para Atenas, para tentar impedir o despertar de Gaia. No fim, tudo dá tão errado que só poderia dar certo.

Nesse último volume acabei me rendendo ao “charme” do treinador Hedge e me acostumei com a presença da Reyna. Acho que não deu tempo de explorar mais a personagem dela, quem sabe em uma próxima série. Mas gostei da dinâmica dela com o Nico, acho que ajudou o menino a amadurecer ainda mais.

Achei interessante o fato de que os romances perderam um pouco o foco e as amizades ganharam mais destaque. Dei algumas risadas ao longo da história e quase chorei em uma das cenas do final. Continuei apaixonada pelo Léo, suas piadas e seu amor por Calipso. Gostei do final do livro, mas confesso que queria um capítulo a mais para que todos pudessem reencontrar Léo e conhecer Calipso.