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O fio da vida, Kate Atkinson

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  • Início: 28/08/2015
  • Fim: 02/09/2015
  • Tempo de leitura: 06 dias
  • Diários de leitura: 74, 75, 76, 77, 78, 79 e 80

Resolvi escrever sobre O fio da vida enquanto ele ainda está fresco na memória. Começo repetindo o que já disse no diário de leitura: o livro não me pegou logo de cara, demorou um pouco para eu chegar na fase “não quero parar de ler”.  Mas depois que cheguei, realmente não queria mais parar, rs. Bom que estar de férias ajudou e eu não precisei de muitos dias para chegar ao fim.

O enredo nos leva a acompanhar a vida da protagonista Úrsula, sua família e amigos, ao longo das quatro primeiras décadas do século XX. Úrsula nasce em uma noite de muita neve em 1910 e morre no mesmo dia. Úrsula nasce em uma noite de muita neve em 1910 e morre afogada em 1914. Úrsula nasce em uma noite de muita neve em 1910 e morre de gripe em 1918. E por aí vai… Acompanhamos os vários nascimentos da protagonista e muitas de suas mortes. A cada novo nascimento, detalhes são mudados e fazem toda a diferença. Úrsula passa por duas guerras mundiais, embora muito pequena para lembrar algo da primeira. Vive o drama da segunda guerra na Inglaterra, morre algumas vezes e depois envolve-se com salvamento de vítimas de bombardeios. Vive também o drama da guerra no lado alemão em uma de suas vidas – a vida com o final mais triste de todos (minha opinião). Tem a oportunidade de mudar o curso da história, e tenta fazê-lo. Tem a oportunidade de mudar o curso da sua vida, e o faz várias vezes.

Ao longo da história desejei a morte de Úrsula várias vezes. A vida dela vai tão mal em alguns momentos que me pegava pensando:  morre e acaba logo com isso, da próxima vez vai ser melhor. Úrsula tem várias chances de mudar as coisas. Em alguma ocasiões, um dejà vu é o que salva a sua vida – ou a vida de outros.

O livro me fez pensar um pouco também. Afinal de contas, não seria maravilhoso se pudéssemos voltar atrás e começar tudo de novo? Sem erros, só acertos? Sem desgraças, só felicidade? Mas também me fez pensar em como as nossas escolhas nos trazem todas as coisas, boas e ruins. A vida de Úrsula na Alemanha tem uma das piores versões, mas tem também uma coisa maravilhosa. Quando ela morre para começar tudo de novo, se livra de tudo de ruim que aconteceu por lá. Mas perde também a coisa boa. Se pudéssemos escolher uma versão das nossas vidas melhor em muitos aspectos, mas sem um elemento que nos é fundamental hoje, será que escolheríamos? Não sei responder, só achei interessante deixar como reflexão final do post.

Leitura aprovada e recomendada 🙂

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