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Rick Riordan, Percy Jackson e Os Heróis do Olimpo

Estou eu aqui pensando o que escrever sobre os livros do Rick Riordan e ainda não sei bem o que dizer. Acho que posso começar dizendo que gostei da leitura desses 10 volumes que me acompanharam desde o ano passado, quando ainda estava em licença maternidade e lia muito enquanto o ‘Otávio bebê’ dormia. Os dois últimos livros foram lidos há pouco, com um ‘Otávio não mais bebê’ que dorme bem menos, entre brincadeiras com o filho e louça na pia.

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Foram duas séries com cinco volumes cada. A primeira, Percy Jackson e os Olimpianos com os livros O ladrão de raios, O mar de monstros, A maldição do Titã, A batalha do labirinto e O último olimpiano e a segunda Os heróis do Olimpo com os livros O herói perdido, O filho de Netuno, A marca de Atena, A casa de Hades e O Sangue do Olimpo.

Mas, para mim, daria na mesma dizer que foi uma série apenas com 10 volumes. O que eu quero dizer é não comece a ler “Os heróis do Olimpo” sem ter lido “Percy Jackson e os Olimpianos” e não pare a leitura em “Percy Jackson e os Olimpianos” sem ler “Os heróis do Olimpo”. Deu para entender? 🙂

Pensei em fazer um resumo básico da história em cada um dos seus volumes, mas acabei desistindo porque (01) ia dar muito trabalho e (02) é só procurar no Google que vocês acham um milhão deles, bem melhores que os que a minha memória me permitiria fazer.

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Portanto, vou dizer escrever apenas que as duas séries têm basicamente o mesmo enredo: aventuras de semideuses – filhos de mortais com deuses gregos ou romanos, lutando com monstros mitológicos e tentando salvar o mundo, em pleno século XXI. E um detalhe: o Monte Olimpo, morada dos deuses, agora fica em Nova York, no alto do Empire State Building. Recheados de referências mitológicas do início ao fim e repletos de tiradas sarcásticas de humor adolescente, os livros fazem valer a máxima “aprendendo e se divertindo”.

Mas deixo uma ressalva: as séries são voltadas para o público infanto-juvenil e tanto o enredo quando a linguagem são direcionados para essa faixa etária. Portanto, adultos lendo os livros não devem esperar livros para adultos. Deu pra entender de novo? 🙂

Eu, que sou uma adulta fajuta com alma infanto-juvenil, curti muito todos os livros do Rick Riordan. Até gostaria de ler outros livros do autor, mas isso só vai acontecer se a Eduarda, dona dos livros lidos, resolver comprar mais algum (ou me pedir mais algum de presente, que aí eu tenho a desculpa para comprá-los, rs).

Agora, os dados de leitura dos dois volumes lidos em 2015 (porque os outros foram lidos antes de eu começar o diário de leitura):

A casa de Hades

  • Início: 15/06/2015
  • Fim: 25/06/2015
  • Tempo de leitura: 11 dias
  • Diários de leitura: 01, 03, 07, 08, 09, 10 e 11.

Sobre a leitura (com spoilers): o terceiro livro acaba com Percy e Annabeth caindo no Tártaro, um dos finais mais “ai meu Deus e agora?” de toda a série. E, mesmo assim, demorei quase seis meses para dar início à leitura do quarto livro, A casa de Hades. Culpa da dona Eduarda, que levou o livro embora e só me trouxe de volta na Páscoa. No fim, quando comecei a leitura, já não me lembrava de quase nada do que estava acontecendo 😦

Nos primeiros capítulos temos o pessoal do Argo II (Piper, Jason, Léo, Hazel, Frank, Nico e o treinador Hedge) se revezando na proteção ao barco voador enquanto tentam chegar à Casa de Hades, onde deveriam encontrar Percy e Annabeth, fechar as Portas da Morte e salvar o mundo. Do outro lado, temos o casal Percy e Annabeth no Tártaro, que não é apenas um lugar, mas um corpo com vida. Achei essa sacada muito boa, a ideia dos dois andando por ele, as descrições dos locais/partes do corpo e a chegada ao final, o coração do Tártaro. Gostei do titã Bob e seu gatinho, Bob Pequeno. Achei legal a reflexão que encontrar o titã levou Percy a fazer sobre o egoísmo de algumas de suas ações. Gostei também do gigante Dámasen. Acho que ele e Bob representam o dilema dos monstros: criados para o mal, eles sentem que não podem fugir de seus destinos, até por que, quando tentaram, acabaram castigados e impotentes. No fim, a coisa muda de figura, os dois decidem “fazer diferente” e tomam uma atitude indispensável para a vitória dos semideuses. Confesso que cheguei a duvidar as intenções de Bob por um momento, mas no mesmo dia a sequência da leitura me fez perceber meu erro.

Os semideuses da série amadureceram muito nesses últimos livros. Nico se viu obrigado a confrontar seus sentimentos, Piper teve a chance de provar que é mais que “um rostinho bonito” capaz de usar o charme, e prova. Hazel aprendeu a controlar a névoa, tornando-se uma figura indispensável para o “final feliz”. Frank deixou de se sentir um inútil e assumiu um papel de liderança no grupo. E Léo se tornou o melhor personagem da série. Ok, talvez essa seja uma visão bem pessoal, mas fazer o que, me apaixonei por ele, hahaha. Ou seja, em A casa de Hades me pareceu que a história deixou de ser sobre Percy, Annabeth, Jason e coadjuvantes para se tornar uma história sobre todo o grupo.

O sangue do Olimpo

  • Início: 26/06/2015
  • Fim: 01/07/2015
  • Tempo de leitura: 06 dias
  • Diários de leitura: 12, 13, 14, 15, 16 e 17.

Sobre a leitura (com spoilers também): agora sim tudo tem que ser resolvido porque a série está para acabar.

Reyna e Nico estão a caminho de devolver a Atenas Parthenos para o Acampamento Meio Sangue e resolver a briga entre gregos e romanos. Os sete semideuses da profecia (Piper, Jason, Léo, Hazel, Frank, Percy e Annabeth) seguem para Atenas, para tentar impedir o despertar de Gaia. No fim, tudo dá tão errado que só poderia dar certo.

Nesse último volume acabei me rendendo ao “charme” do treinador Hedge e me acostumei com a presença da Reyna. Acho que não deu tempo de explorar mais a personagem dela, quem sabe em uma próxima série. Mas gostei da dinâmica dela com o Nico, acho que ajudou o menino a amadurecer ainda mais.

Achei interessante o fato de que os romances perderam um pouco o foco e as amizades ganharam mais destaque. Dei algumas risadas ao longo da história e quase chorei em uma das cenas do final. Continuei apaixonada pelo Léo, suas piadas e seu amor por Calipso. Gostei do final do livro, mas confesso que queria um capítulo a mais para que todos pudessem reencontrar Léo e conhecer Calipso.