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Serena, Ian McEwan

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  • Início: 03/08/2015
  • Fim: 26/08/2015
  • Tempo de leitura: 24 dias
  • Diários de leitura: 50, 51, 54, 56, 58, 59, 61, 63, 66, 70, 71, 72 e 73

Como comentei no diário de leitura 50, Serena foi meu primeiro Ian McEwan lido. Quem acompanhou os diários de leitura do livro já sabe: a leitura foi arrastada e eu não estava gostando muito do livro, mas tudo mudou no final. Mudou porque o último capítulo me fez repensar todo o livro e achei essa ideia muito boa.

O anúncio do livro o traz como um romance de espionagem, mas se você espera algo no estilo dos filmes de James Bond, pode esquecer. O ritmo do livro não tem nada parecido com livros de ação. Como comentei antes, ele é arrastado e passamos muitas páginas sem que nada aconteça. Até a metade do livro, a sensação é de que não aconteceu nada de relevante na história. Mesmo depois de algumas páginas do envolvimento de Serena com Tom Haley, continuamos achando que nada aconteceu. Aliás, eu, particularmente, acho que só aconteceu alguma coisa mesmo quase no final.

Bom, o resumo da história é: Serena, uma moça sem sal formada em matemática, mas apaixonada por literatura, envolve-se com um homem mais velho e acaba, influenciada por ele, arranjando um emprego no MI5, o serviço de segurança britânico. Seu papel no MI5 é como o de todas as outras mulheres de seu tempo: ela atua como secretária, catalogando e arquivando papéis. Sua fama de leitora ávida de romances lhe rende uma oportunidade: é chamada a participar de um projeto secreto, denominado Tentação, que tem como objetivo financiar autores nacionais com tendências anticomunistas. Detalhe, os autores financiados não podem saber de nada, devem escrever achando que tem total liberdade para manifestar suas opiniões políticas. Serena aceita o desafio, mas acaba apaixonando-se por “seu autor”. Os dois iniciam um romance e o peso do segredo de Serena fica pairando no ar. No fim, as coisas não dão muito certo: Haley acaba por escrever um romance que não atende aos desejos do MI5, mas que recebe um prêmio importante de literatura e sua fama repentina acaba trazendo à tona seu caso com Serena e o papel dela no serviço de segurança. Serena fica desesperada, já que ela não havia contato nada ao namorado. E é aí que temos a reviravolta do final, aquela que me fez voltar no tempo e repensar a história.

A personagem de Serena é difícil de desvendar. Comigo, pelo menos, não rolou empatia. Em alguns momentos a vontade era de dar uma chacoalhada nela para tirá-la do estado de apatia de sua vida. Aliás, ainda hoje não decidi se gostei ou não dela. De Tom não gostei muito no começo, mas acabei mudando de opinião no final.

Sei que o post está parecendo meio confuso, mas acho que isso é reflexo do meu sentimento em relação ao livro. Como eu disse, gostei do final e da visão que ele me fez ter sobre o livro, mas a leitura foi arrastada, demorada, entediante. Se eu fosse relê-lo agora, seria com outros olhos e isso talvez ajudasse a melhorar o processo de leitura. Mas aí o final já não teria mais o impacto que teve e isso não mudaria a minha impressão de leitura. Resumindo: não sei se recomendo a leitura ou não, dessa vez acho melhor deixar por conta e risco de cada um.

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