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Maratona Agatha Christie

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Um post só para seis livros pode? Bom, se forem todos da mesma autora e todos bem curtinhos, acho que pode. Post, portanto, para falar dos livros da Agatha Christie lidos no mês de outubro.

Minha primeira leitura de AC foi feita na adolescência, com um livro emprestado por uma colega da escola: O caso dos dez negrinhos (que descobri ao procurar que hoje mudou de nome para E não sobrou nenhum). Apesar de lembrar pouca coisa da história, lembro de ter gostado da leitura. Mas, mesmo tendo gostado, o gênero “descubra o assassino” não me encantou o suficiente para correr atrás de mais livros da autora. Bom, eu era uma adolescente na fase filosofia de O mundo de Sofia e demais livros do Jostein Gaarder, então, acho que isso explica.

Pois bem, comecei no início do mês de outubro um projeto – meio sem saber que seria um projeto – de ler todos os livros da AC que estavam na estante. Gostei bastante da leitura fluida dos livros e dos mistérios a serem resolvidos. O melhor de todos? O assassinato de Roger Ackroyd. O mais sem graça? Cem gramas de centeio.

O segredo de Chimneys

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  • Início: 01/10/15
  • Fim: 05/10/15
  • Tempo de leitura: 5 dias
  • Diários de leitura: 109, 110, 111, 112 e 113

Primeiro dos livros da Agatha Christie lidos na vida adulta. Como comentei nos diários de leitura, o livro me lembrou As minas do rei Salomão, embora até hoje eu não saiba direito explicar o porquê. O personagem principal, Anthony Cade, não me passou confiança desde o princípio, mais de uma vez achei que ele estava envolvido com os crimes. Durante a leitura, mudei de ideia constantemente sobre quem seria o assassino e quais seriam os seus motivos, e confesso que não passei perto de adivinhar o final. Acho que isso é bom, certo? 🙂

Achei que a coisa toda ficou um pouco rocambolesca, e o romance de Cade e Virginia me pareceu meio fora do contexto, mas fora isso a leitura foi bastante prazerosa.

O assassinato de Roger Ackroyd

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  • Início: 07/10/15
  • Fim: 13/10/15
  • Tempo de leitura: 7 dias
  • Diários de leitura: 115, 116, 118, 119, 120 e 121

Como comentei acima, o preferido dentre os seis lidos ao longo do mês. O título já contém o primeiro spoiler: Roger Ackroyd, um rico senhor de uma cidadezinha, será assassinado. O narrador é seu amigo e médico da cidade, o primeiro a saber da morte de Ackroyd através de um telefonema anônimo.

Este foi também o primeiro livro lido em que o detetive mais famoso de Agatha Christie, Hercule Poirot, apareceu. Poirot é um personagem peculiar, com seus bigodes e seu poder de observação. Algo na linha de Sherlock Holmes mesmo. Ele enxerga coisas que o leitor deixa passar batido mas que quando reveladas por ele fazem todo o sentido.

Como comentei nos diários de leitura, AC dá algumas voltas na história que vão nos deixando confusos. Primeiro todas as pistas apontam para um culpado e aí você pensa: a autora está tentando nos enganar, se tudo aponta para essa pessoa, provavelmente não foi ela. Mas aí, logo em seguida você pensa: a não ser que ela queria que eu pense que não é essa pessoa porque seria muito óbvio quando na verdade é. Pois bem, com essas premissas, passei a maior parte do livro com os assassinos errados na cabeça. Foi só bem no final que me dei conta da verdade. Aliás, provavelmente no mesmo momento em que a maioria dos leitores, já que é o momento definido pela a autora para a descoberta. Não posso dizer muito mais sem entregar o final, que, aliás, me fez voltar no começo e pensar a história toda de forma diferente. Nota 10 🙂

Morte na praia

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  • Início: 14/10/15
  • Fim: 19/10/15
  • Tempo de leitura: 6 dias
  • Diários de leitura: 122, 123, 124, 125, 126 e 127

Comecei Morte na praia e logo desanimei, o primeiro capítulo foi bem chatinho. Não foi difícil adivinhar quem seria o assassinado, mas confesso que não consegui adivinhar o assassino (padrão até aqui né, rs).

Precisei me esforçar bastante para ler esse, a história não conseguiu me prender. Mas mantenho o que disse antes sobre a atuação de Poirot: quando ele resolve revelar o assassino, tudo parece se encaixar e fazer sentido. Acho que se voltasse a ler depois de saber o final a história não seria tão arrastada. Mas aí o final não seria uma surpresa e isso prejudicaria a leitura toda. Ou seja, não tem jeito, rs.

Um corpo na biblioteca

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  • Início: 19/10/15
  • Fim: 22/10/15
  • Tempo de leitura: 4 dias
  • Diários de leitura: 127, 128, 129 e 130

Primeiro caso de Miss Marple lido e de cara já não curti muito. Apesar disso, o que segura em um livro como esse é a vontade de saber quem matou e porque matou, independente de gostar muito ou pouco do andamento da coisa.

Aqui o crime acontece um uma mansão de uma cidadezinha pequena, onde cometer um crime e encobri-lo não deveria ser tão fácil. Bom, não foi, já que bastou uma senhorinha de curiosidade aguçada para resolver tudo. Como comentei no diário de leitura, descobri o assassino no final, mas fiquei sem saber o destino dos outros personagens, e isso me incomodou um pouco.

Bom, como deu para perceber, esse não foi um dos meus favoritos.

Cem gramas de centeio

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  • Início: 23/10/15
  • Fim: 26/10/15
  • Tempo de leitura: 4 dias
  • Diários de leitura: 131, 132, 133 e 134

Como comentei antes, o que menos gostei de todos. Mais um caso de Miss Marple. Ou seja, definitivamente não curti a segunda detetive mais famosa de AC, fico com o primeiro. Na verdade, nesse caso, achei ela meio intrometida, já que veio sem ninguém pedir. Depois ficamos sabendo que uma das vítimas pediu, mas Miss Marple não sabia disso quando resolveu meter o bedelho no crime.

Acho que a história ficou com vários furos, tanto que dessa vez adivinhei um dos assassinos, embora tenha errado o parceiro.

Cai o pano

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  • Início: 27/10/15
  • Fim: 29/10/15
  • Tempo de leitura: 3 dias
  • Diários de leitura: 135, 136 e 137

Oba, Poirot de volta! Curti bastante esse último livro, mas demorei a me acostumar com o Hastings como narrador.

O último caso de Poirot tem mais de um mistério: temos que adivinhar não apenas o assassino, mas também quem serão as vítimas. Demorei pouco para ler, a história é empolgante e dá aquela vontade de ler “só mais um pouquinho” até chegarmos ao final. Fiquei sem entender a última e mais importante morte, mas não deixei de gostar do livro por essa razão.

Recomento 100%. Mas recomendo a leitura de outros casos de Poirot antes, principalmente o primeiro (que eu não li), já que este é o último 🙂