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Shopaholic to the stars, Sophie Kinsella

Demorei a começar este post porque estava em dúvida se deveria fazê-lo ou não. E estava em dúvida porque esse é o sétimo livro de uma série que eu li inteira, mas comentei apenas o primeiro volume. Quem me conhece sabe que sou um tanto quando metódica e que, por essa razão, falar do último volume sem falar dos demais não é assim tão simples.

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Pensei em fazer um super post com todos os livros, mas minha memória não é assim tão boa e não guardei muitas informações sobre eles. Depois de muito pensar (e sofrer, porque meu TOC me faz sofrer, rs) resolvi fazer o post sobre o Shopaholic to the starts de uma vez – antes que eu perca as informações de leitura dele também – e reler os volumes anteriores da série para poder comentar todos eles bonitinhos no futuro. O primeiro volume já tem post no blog (clique aqui para ler), portanto, a maratona de leitura para posts vai começar no segundo volume. Aguardem os próximos capítulos dessa história 🙂

Mas, voltando à vaca fria…

Shopaholic to the stars, Sophie Kinsella

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  • Início: 14/07/2015
  • Fim: 24/07/2015
  • Tempo de leitura: 11 dias
  • Diários de leitura: 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36, 38 e 40

Dessa vez nossa protagonista atrapalhada está em um lugar que poderia ser considerado o paraíso para ela: Hollywood, morada das mais badaladas estrelas de cinema. A razão de estarem (ela, o marido e a filha) por lá é simples: Luke está trabalhando como relações públicas de uma dessas estrelas, a atriz Sage Seymour. Estrela essa que Becky ainda não encontrou pessoalmente. Agora, pergunta: porque Luke, sabendo o quanto seria importante para a esposa conhecer Sage, não apresentou as duas? Só porque ela provavelmente se comportaria como uma tiete maluca? Bom, eu na verdade acho que isso depõe contra o Luke, assim como várias outras ocasiões nas quais ele não dá valor para o que Becky considera importante. Fútil ou não, o comportamento de Becky faz parte de quem ela é, e disso ele já sabia desde o primeiro volume, certo? 🙂

Como sempre, as ideias malucas e armações de Becky a colocam em situações problemáticas das quais ela consegue se sair bem mais por sorte que por qualquer outra coisa. Um tanto quando autocentrada, ela não percebe os problemas que seu comportamento pode trazer para o marido, deixa a desejar na amizade com Suze e perde a chance de ajudar o pai.

Não que a Suze seja de todo vítima nessa história, já que ela passa por cima da amiga quando vira “extra” em filmes e depois acaba se aproximando da arqui-inimiga de Becky com a “desculpa” de que precisava desabafar com alguém.

Duas coisas que não gostei muito: (1) depois de sete volumes era de se esperar que Becky tivesse amadurecido pelo menos um pouquinho, mas não, ela continua a mesma Becky do primeiro volume. (2) O livro não acaba. Como comentei no diário de leitura #40, “ele não acaba com um possível gancho para uma continuação como os outros livros da série. Ele simplesmente não acaba! Nada se resolve ou responde…”. Fiquei consideravelmente irritada com isso (humpf). Agora, é claro, estou esperando ansiosa o lançamento do próximo volume para ver ler como a coisa toda vai acabar.

Outras coisas que gostei: como sempre, o forte é a comédia. Os primeiros capítulos do livro – Becky comprando as roupas e acessórios para participar de uma corrida de rua, sua chance de conhecer Sage Seymour, e depois as cenas dela durante a corrida – são hilários. As confusões em que ela e Suze se metem nos estúdios de Hollywood também rendem boas risadas. Esse último volume deu um pouco mais de destaque a outros personagens (Suze e Luke principalmente) o que eu achei bem legal, o foco não estava apenas nas loucuras de Becky, mas em seu relacionamento com o marido e a melhor amiga.

“Husbands should think the best of their wives, as a matter of principle.”

“Husbands should not memorize conversations, word for word. It’s against the whole spirit of marriage.”

“I mean, here we are in LA. The home of celebrities. They’re the local natural phenomenon. Everyone knows you come to LA to see the celebrities, like you go to Sri Lanka to see the elephants.”

É agora… ou nunca, Marian Keyes

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  • Início: 01/07/2015
  • Fim: 13/07/2015
  • Tempo de leitura: 13 dias
  • Diários de leitura: 17, 18, 21, 24, 25, 26, 28 e 29

O primeiro livro que li da Marian Keyes foi Casório. Não lembro nada da história, lembro apenas que não gostei. Achei chato e previsível. Tão chato que, contrariando meus instintos acumuladores de livros, mandei ele embora em uma das “faxinas na estante”.

Mas, como comentei no primeiro diário de leitura do livro, uma amiga muito querida (oi Valzinha!) me emprestou É agora… ou nunca e resolvi dar uma nova chance à autora. No fim foi bom que fiz isso porque achei o livro muito bom 🙂

#spoileralert

O livro conta a história de três amigos, Katherine, Tara e Fintam, todos com seus “trinta e poucos anos” e vivendo seus dilemas amorosos. Na verdade, Tara e Katherine estão vivendo seus dilemas amorosos. Fintam, bem resolvido no amor, tem algo mais sério a enfrentar: o câncer.

Katherine é mais certinha dos três, não se envolve fácil com ninguém e mora em um apartamento perfeitamente limpo e organizado. Tara é a mulher que não consegue viver sem ter alguém, vive em constante luta com a balança e gasta muito mais do que deveria. No início, Fintam é o amigo homossexual bem resolvido das duas. Depois, passa a ser o amigo homossexual com câncer rabugento das duas. Ou seja, achei que ele não ganhou muita importância no livro, parecia que estava lá apenas para ficar doente e provocar a mudança na vida das amigas.

E como ele fez isso? Exigindo – e usando a possibilidade de sua morte para chantageá-las – que as duas tomassem atitudes drásticas em suas vidas amorosas: Katherine deveria convidar um colega de trabalho que a estava paquerando para sair, Tara deveria largar seu namorado traste que só fazia tratá-la mal. O que acontece na sequência fica para quem resolver o livro…

Desde o começo achei a Katherine meio chata e me identifiquei muito com a Tara. A relação dela com a comida é simplesmente hilária – mas só faz sentido para quem já passou por algo parecido. Em uma das cenas, ela come um pacote de pão de fatia no café da manhã, só quem já teve esse impulso de “devorar até as paredes” sabe como é. Ri muito com as loucuras dela e com as conversas com os colegas de trabalho, principalmente o Ravi. Fiquei muito indignada com as atitudes do Thomas e torcendo para ela dar logo um pé na bunda dele.

O livro é um chick-lit engraçado e leve, mesmo tendo nele uma ou outra lição importante. A luta de Fintam contra o câncer e suas mudanças de humor, a indecisão de Tara em largar um relacionamento cômodo e arriscar começar de novo, a tentativa de Katherine de deixar seus traumas do passado e buscar a felicidade com alguém… Sofremos e amadurecemos com os personagens e o final nos dá a esperança de que “tudo vai ficar bem”.